sábado, 5 de novembro de 2011

Lutar pela causa!

Tenho vivido em um mundo onde acontecem lutas. Em geral, por uma causa. Pode não ser a melhor coisa, mas dá sentido a vida.
Quando adolescente e alguns anos da vida adulta, tinhamos uma barreira quase intransponível para expressão da livre vontade, que era a chamada "ditadura" militar. Precisavamos pensar muito bem no que falavamos, como falavamos e com quem falavamos. Mas, mesmo assim, haviam manifestações. E nós, estudantes, lideravamos e eramos seguidos pela população que, de certa maneira, nos via como a "liderança intelectualizada".
Forçamos a barra e contribuimos de maneira efetiva para que um presidente perdesse o cargo por envolvimento com corrupção. E olha que ao contrário do que muita gente imaginava, o país manteve a estabilidade política e social.
Essa semana, tristemente lemos nos jornais a ocupação da reitoria da USP por alunos que exigiam  que a Polícia Militar saísse do campus da universidade.
Repressão ao direito de livre manifestação política? Defesa de ideais libertários impedidos por governantes ditatoriais? Constrangimentos a luta de classes? Nada! Nada satisfatório ou que ao menos tivesse de fato uma importância para a sociedade.
apenas defesa da própria corporação estudantil. De alguns, certamente. Uma minoria. Mas uma minoria barulhenta que faz os demais "engolirem" seus atos de banditismo: Defesa do uso de drogas no campus da Universidade.
Sim! É de pasmar. A causa da luta da futura "elite intelectual" do Brasil, é a defesa de três, me perdoem o palavreado, "Maconheiros".
Para não ficar feio demais, "os maconheiros" querem também que todos aqueles que foram punidos pela universidade no passado, sejam anistiados.
Valha-nos DEUS! Se esse é o futuro que nos espera, provavelmente não temos futuro.

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