É digna de menção a movimentação dos atendentes de empresas de TV por satélite, telefonia e cartão de crédito, quando o cliente que, doravante chamaremos de “otário”, resolve cancelar o serviço.
Todo o alvoroço faz sentido porque, otário que se desliga de uma empresa, que doravante chamaremos de “arapuca”, fatalmente será otário de outra mais esperta. Significa que em algum momento, o pessoal "deu mole" para a concorrência. Sim! Porque otário de verdade, continuará sendo otário. Aqui ou na “China”. Afinal, com a quantidade de serviços “mal” privatizados que temos no Brasil da atualidade, não tem por onde fugir. O otário precisa do serviço e terá que contratá-lo de alguém.
Há até pessoas mal intencionadas que argumentam haver um tipo de cartel onde as arapucas comprometem-se apenas a tratar bem o cliente das outras arapucas. Assim, otário que escapa de uma cai em outra. Garantindo o circulo vicioso.
Mas, tente o otário cancelar o serviço para ver quantos benefícios o atendente da arapuca demonstra para o otário que, ele deixou de receber porque é.... Otário. São descontos, pontos, bônus, créditos, viagens, etc. Apenas para que o otário se sinta mais...... Otário.
Brincadeiras a parte, podemos dizer que todos trabalhamos por um Brasil melhor. E as empresas que se comportam como arapucas compõem a parte podre do país que precisamos eliminar. Ou nunca deixaremos de ser otários.
Afinal, acreditar no que uma empresa que se diz dignamente constituída na ordem e no direito oferece, é parte da civilidade e demonstração de progresso. Portanto, os clientes não estão errados ao acreditar. Mesmo, por vezes, sendo tratados como otários.
Erradas estão às empresas que poderiam oferecer os descontos, pontos, bônus, créditos, viagens, etc., como benefícios aos clientes procurando a sua satisfação, durante o tempo em que ainda são clientes. De maneira voluntária. Sem esperar que o cliente procure por isso. Encantando-o. Mostrando que ele de fato é importante para a empresa.
Errado está o governo que ao não atribuir regras claras e rígidas de relacionamento, permitindo todo tipo de desmando. Mesmo que tenha agências e ouvidorias que resolvam depois, está falhando por deixar acontecer.
Assim será o Brasil do futuro porque assim é o futuro do mercado.
Errado está o governo que ao não atribuir regras claras e rígidas de relacionamento, permitindo todo tipo de desmando. Mesmo que tenha agências e ouvidorias que resolvam depois, está falhando por deixar acontecer.
Assim será o Brasil do futuro porque assim é o futuro do mercado.
Quem lutar contra isso está assinando a própria sentença de morte. E digo que algumas dessas mortes serão muito comemoradas pelos “otários”.