Ah, trocar idéias! Já reparou quantas vezes usamos essa frase para dizer que estamos conversando com alguém?
Sem querer, na grande maioria das vezes, chegamos dar a impressão de que estamos de fato “trocando” nossa forma de pensar, o que infelizmente, não acontece.
Quando trocamos algo com alguém, significa que deixamos alguma coisa que trazíamos conosco e levamos algo que o interlocutor trazia consigo. Veja a feiras de trocas, como funcionam.
Você chega trazendo aquele relógio, celular, móvel ou eletrodoméstico da qual não mais necessita e quer se desfazer.
Anda em meio aos “trocadores” procurando algo que lhe atraia. Subitamente, se depara com algo que lhe interessa uma bicicleta, por exemplo. Iniciam-se as negociações, o discurso enaltecendo os fortes atributos do seu relógio ou celular, estabelecem-se as concessões e, lá está o negócio fechado. Você deixa o relógio e leva embora a bicicleta.
Já com as idéias, não é raro querermos que o outro leve a nossa sem que nos interessemos de fato por aquela que nos é apresentada. Dizemos trocar idéias quando na verdade, estamos num firme propósito de “pintar o mundo” com nossas cores.
Tenho um amigo que costuma dizer: Eu tinha uma idéia de determinada coisa. Discuti o tema com alguém que tinha uma idéia completamente diferente. Agora, tenho duas idéias.
Confesso que é uma forma “impar” de se pensar, e que contribui para o engrandecimento da mente e da razão.
Reflitamos sobre o assunto. Tentemos ser possuidores da maior quantidade de idéias possíveis e não, os detentores da verdade absoluta que, fatalmente será questionada e derrubada no primeiro conflito.

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