domingo, 11 de março de 2012

Mão única no Viaduto

Tem algumas situações sobre a administração do trânsito nesta cidade que não consigo entender. Provavelmente, sou muito ingênuo mesmo e para piorar a ocasião, do tipo que não fica quieto.

Lendo a matéria sobre Mão Única de direção do Viaduto que ligará a Vila Falcão a Av. Nuno de Assis e, vendo a foto publicada, impossível não pensar em alternativas.

A princípio, a situação, não parece tão insolúvel como foi apresentado. Afinal, se haverá essa alternativa no sentido bairro cento, o que impede o poder público de tornar a Pedro de Toledo em mão única no sentido centro bairro. Vejam no mapa publicado no jornal da cidade deste domingo:

Aquele que vem pela Nuno de Assis, ao chegar a seu final próximo ao fórum, poderia utilizar-se da alça de acesso ao Viaduto da Azarias Leite que muito bem poderia ter mão única no sentido bairro centro (tanto a alça, quanto o viaduto) e receber preferencial sobre as demais vias. Dobra-se a direita na Rua Primeiro de Agosto e segue até a Avenida Pedro de Toledo, em um trecho onde o estacionamento poderia ser eliminado em ambos os lados da via.

Seria possível ainda, na Pedro de Toledo, alargar a rota centro bairro e restringir a largura da faixa bairro centro deixando-a exclusiva para coletivos e privilegiando esse transporte. O mesmo procedimento, seria feito com os Viadutos que ligam a Vila Falcão. Os coletivos seriam os únicos veículos a utilizar essa faixa de avenida em sentido bairro centro.
Aliás, o que impede que atualmente, mesmo antes da entrega desse viaduto, as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves, não passem a ter apenas mão única de direção? Porque nosso pensamento tem que ser "encaixotado" nas tradições?

Claro que como em todas as decisões, alguns seriam prejudicados. Contudo, a velocidade e o aumento da potencialidade de uso de todas as vias envolvidas, seriam melhoradas.

Agora, se o caso for resolver apenas com outro Viaduto, o negócio é ficar mesmo esperando....afinal, a população já faz isso há tanto tempo.

sábado, 10 de março de 2012

VLT x Malha Férrea Urbana

Um uso racional para as ferrovias subutilizadas nas cidades de porte médio do Estado de São Paulo

 Construir ferrovias é caro. Contudo, quando existem, oferecem um transporte de massa de baixo custo operacional.

Há várias cidades no Brasil que estão aproveitando a existência de ferrovias abandonadas ou subutilizadas, em suas áreas urbanas e, implementando transporte ferroviário de passageiro, com o uso dos chamados VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

Uma vez que os pares de trilhos já existem, providencia-se a reforma das linhas, a construção de terminais de passageiros e, a readequação das linhas de ônibus circulares para que trabalhem conjuntamente, atendendo toda a extensão urbana.



Tudo isso com o auxilio de um veículo tracionador parecido com uma locomotiva do metrô e, um ou dois vagões com capacidade para algumas dezenas de passageiros. Um veículo completo, máquina mais vagões, em geral transporta cerca de 400 passageiros, ou o equivalente a oito ônibus circulares.

Sem dúvida, resolve o problema de transporte de muitas cidades de tamanho médio, principalmente as nossas do interior de São Paulo, que cresceram em torno das ferrovias.

O mapa urbano apresentado em primeiro plano nesse artigo, refere-se a cidade de Bauru. Nesta cidade, há 4 malhas férreas centenárias, que eram operadas pela RFFSA e Ferroban. Atualmente, operadas pela ALL – América Latina Logística.

Uma das coisas mais difíceis é ver uma composição ferroviária passando por elas. Só se ouve falar, quando alguma passagem de nível coloca em perigo a vida dos motoristas e pedestres que cruzam as ferrovias em vários pontos da cidade.

Decorrente dessa subutilização e do perigo trava-se discussões sobre as responsabilidades e, vez ou outra aparece um  político sugerindo a retirada dos trilhos e a construção de uma grande avenida para desafogar o trânsito da área central. Ou seja, as velhas e estúpidas idéias de sempre de privilegiar o transporte rodoviário do qual o maior expoente é o automóvel.

Será que essas pessoas não pensam na cidade? Com o poder municipal bauruense sendo alinhado ao governo federal, não há ninguém que vá atrás do BNDES para conseguir financiamento para construção de uma malha de VLT e compra de veículos para esse fim?

De duas uma, ou os governantes conhecem o VLT ou não conhecem. Se não conhecem, deveriam ser apresentados a ele. Se conhecem e insistem em remover as linhas férreas da área urbana é porque, ou já verificaram a impossibilidade de aplicação ou têm outros interesses como a valorização imobiliária por exemplo.
De qualquer maneira, seria bom saber o que estão pensando essas pessoas para resolver o problema do trânsito de Bauru na próxima década. Uma vez que parece que o problema dessa década, não foi pensado por ninguém

sexta-feira, 9 de março de 2012

PARTICIPAÇÃO DA INDUSTRIA NA COMPOSIÇÃO DO PIB BRASILEIRO



Preocupante noticia, publicada hoje na Folha de São Paulo, informando que a participação do setor industrial brasileiro, na composição do Produto Interno Bruto - PIB, recuou aos níveis de 1956, ano em que o então presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) impulsionou a industrialização no país com seu Plano de Metas que prometia avançar “50 anos em 5”.

Segundo informações do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2011, a indústria de transformação representou 14,6% do PIB. Em 1956, antes do que se pode chamar de industrialização do Brasil, havia sido de 13,8%.

O número atual não quer dizer em nenhuma hipótese que os valores da indústria colhidos hoje, são menores que aqueles de 1956, como citam muitos comentários tendenciosos e mal intencionados de leitores, no site www.folha.com.br. Significa apenas, mas não menos assustador, que a nossa indústria está minguando. Principalmente, se levarmos em consideração que nosso PIB cresceu apenas 2,7% nesse ultimo ano e, que boa parte dos números conseguidos, foram obtidos dos setores primários como agricultura e mineração, que pouco agregam em termos de valor, à nossa economia.

É sabido há pelo menos três décadas, que nos países desenvolvidos, a participação da indústria na composição do PIB tende a diminuir, decorrente do aumento principalmente da participação do Setor de Serviços. No caso brasileiro, essa tendência de certa forma se mantém.

Contudo, resta-nos observar e nos prepararmos para a troca que está sendo feita. No nosso caso particular, decorrente de baixa escolaridade da população, pode ocorrer de estarmos trocando postos de engenheiros ou operadores de máquinas com as ocupações de atendente ou moto taxistas. Sem desmerecer essas duas ocupações das quais também, tanto necessitamos.

“No desenvolvimento econômico e social, não há fatalidade! Somos resultado das nossas decisões”