Em quinze de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, liderou o movimento que resultou na substituição do regime Monarquico (latin: Monarchia = um soberano único) de governamental, para o atual regime Republicano (latin: Res publica = coisa do povo).
Provavelmente, a nobre intenção do Ilustríssimo Marechal, fosse a de seguir a “onda” iniciada na Europa no Século XIX e mesmo a então tradição das ex-colônias e, por fim na única Monarquia Independente constituída em solo americano.
Dessa forma, acabava-se com os mandos e desmandos da dinastia Bragança entregando o país aos seus verdadeiros donos: O Povo.
E não é difícil acreditar nessa versão, uma vez que vencido seu mandato (Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente da jovem república), convocou eleições gerais e entregou seu cargo ao vencedor, Floriano Peixoto.
Floriano Peixoto, apesar da brilhante carreira militar, era formado em ciências físicas e matemática e trabalhou para a consolidação do novo regime.
Passados 122 anos da data que principiou essa longa parte de nossa história, a pergunta que se faz necessária é: Será que os nossos atuais mandatários sabem o significado de república?
Aparentemente, aquilo que se iniciou para ser regido como a coisa pública e não mais de uma única família, uma dinastia, tornou-se a fonte de renda de dezenas ou centenas, senão milhares de indivíduos inescrupulosos que “se servem da coisa pública” ao invés de servi-la.
Talvez por isso, se saíssemos agora às ruas perguntando aos brasileiros, o que se comemora na data de 15 de novembro, poucos saberão que se trata de algo além de mais um dia para o churrasquinho com a família.

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