terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trocando Idéias!

Ah, trocar idéias! Já reparou quantas vezes usamos essa frase para dizer que estamos conversando com alguém?
Sem querer, na grande maioria das vezes, chegamos dar a impressão de que estamos de fato “trocando” nossa forma de pensar, o que infelizmente, não acontece.
Quando trocamos algo com alguém, significa que deixamos alguma coisa que trazíamos conosco e levamos algo que o interlocutor trazia consigo. Veja a feiras de trocas, como funcionam.
Você chega trazendo aquele relógio, celular, móvel ou eletrodoméstico da qual não mais necessita e quer se desfazer.
Anda em meio aos “trocadores” procurando algo que lhe atraia. Subitamente, se depara com algo que lhe interessa uma bicicleta, por exemplo. Iniciam-se as negociações, o discurso enaltecendo os fortes atributos do seu relógio ou celular, estabelecem-se as concessões e, lá está o negócio fechado. Você deixa o relógio e leva embora a bicicleta.
Já com as idéias, não é raro querermos que o outro leve a nossa sem que nos interessemos de fato por aquela que nos é apresentada. Dizemos trocar idéias quando na verdade, estamos num firme propósito de “pintar o mundo” com nossas cores.
Tenho um amigo que costuma dizer: Eu tinha uma idéia de determinada coisa. Discuti o tema com alguém que tinha uma idéia completamente diferente. Agora, tenho duas idéias.
Confesso que é uma forma “impar” de se pensar, e que contribui para o engrandecimento da mente e da razão.
Reflitamos sobre o assunto. Tentemos ser possuidores da maior quantidade de idéias possíveis e não, os detentores da verdade absoluta que, fatalmente será questionada e derrubada no primeiro conflito.

“Res publica x monarchìa”


Em quinze de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, liderou o movimento que resultou na substituição do regime Monarquico (latin: Monarchia = um soberano único) de governamental, para o atual regime Republicano (latin: Res publica = coisa do povo).
Provavelmente, a nobre intenção do Ilustríssimo Marechal, fosse a de seguir a “onda” iniciada na Europa no Século XIX e mesmo a então tradição das ex-colônias e, por fim na única Monarquia Independente constituída em solo americano.
Dessa forma, acabava-se com os mandos e desmandos da dinastia Bragança entregando o país aos seus verdadeiros donos: O Povo.
E não é difícil acreditar nessa versão, uma vez que vencido seu mandato (Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente da jovem república), convocou eleições gerais e entregou seu cargo ao vencedor, Floriano Peixoto.
Floriano Peixoto, apesar da brilhante carreira militar, era formado em ciências físicas e matemática e trabalhou para a consolidação do novo regime.
Passados 122 anos da data que principiou essa longa parte de nossa história, a pergunta que se faz necessária é: Será que os nossos atuais mandatários sabem o significado de república?
Aparentemente, aquilo que se iniciou para ser regido como a coisa pública e não mais de uma única família, uma dinastia, tornou-se a fonte de renda de dezenas ou centenas, senão milhares de indivíduos inescrupulosos que “se servem da coisa pública” ao invés de servi-la.
Talvez por isso, se saíssemos agora às ruas perguntando aos brasileiros, o que se comemora na data de 15 de novembro, poucos saberão que se trata de algo além de mais um dia para o churrasquinho com a família.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sete Bilhões de Habitantes!

Nos últimos tempos, uma pergunta que incomoda parte da humanidade refere-se a quantidade de habitantes que o planeta suporta.
Fala-se que estamos atingindo a quantidade máxima. Próximo ao esgotamento de recursos do Planeta.
Nesta ultima semana, atingimos na terra, a marca de 7 bilhões de habitantes.
É um número considerável de pessoas que precisam respirar, alimentar-se, ingerir água e, que produzem detritos originários da queima desses itens para a manutenção de seus corpos orgânicos.
Contudo, a questão que nos é apresentada, não é nova. Na Europa do século XIX, estudiosos percebendo o avanço das conquistas humanas e a expansão sobre as mais afastadas regiões da terra, faziam-se a mesma pergunta: Qual a capacidade de habitantes que suporta o planeta?
Já em 1802, a terra atingiu seu primeiro bilhão de habitantes e, questionava-se da capacidade em sustentar esse bilhão e uma população que no final do século XIX, chegaria próximo ao segundo bilhão.
Junto com as pesquisas sérias e adicionadas do costumeiro catastrofismo, a humanidade teve no século XIX o início de um período de ciências (resultante do século XVIII – o século das luzes), coroado por toda a tecnologia do século seguinte, o Século XX.
Os homens, apesar da convivência com muito mais indivíduos no mesmo planeta, também desenvolveram novas formas de produção e aproveitamento de recursos que permitiu não só atingir “o bilhão adicional”, mas como acompanhamos nesse 31 de outubro de 2011, o 7º bilhão completo, respirando no planeta.
Ou seja, por mais alarmantes que sejam os “terroristas sociais”, o planeta vai dando conta daqueles que recebe.
A capacidade inventiva e adaptativa do homem, vai oferecendo os resultados e, as respostas sobre “de onde surgirão os recursos”, vão se tornando claras.
Parabéns, ao bebê número 7 bilhões. Parabéns a raça humana.

sábado, 5 de novembro de 2011

Lutar pela causa!

Tenho vivido em um mundo onde acontecem lutas. Em geral, por uma causa. Pode não ser a melhor coisa, mas dá sentido a vida.
Quando adolescente e alguns anos da vida adulta, tinhamos uma barreira quase intransponível para expressão da livre vontade, que era a chamada "ditadura" militar. Precisavamos pensar muito bem no que falavamos, como falavamos e com quem falavamos. Mas, mesmo assim, haviam manifestações. E nós, estudantes, lideravamos e eramos seguidos pela população que, de certa maneira, nos via como a "liderança intelectualizada".
Forçamos a barra e contribuimos de maneira efetiva para que um presidente perdesse o cargo por envolvimento com corrupção. E olha que ao contrário do que muita gente imaginava, o país manteve a estabilidade política e social.
Essa semana, tristemente lemos nos jornais a ocupação da reitoria da USP por alunos que exigiam  que a Polícia Militar saísse do campus da universidade.
Repressão ao direito de livre manifestação política? Defesa de ideais libertários impedidos por governantes ditatoriais? Constrangimentos a luta de classes? Nada! Nada satisfatório ou que ao menos tivesse de fato uma importância para a sociedade.
apenas defesa da própria corporação estudantil. De alguns, certamente. Uma minoria. Mas uma minoria barulhenta que faz os demais "engolirem" seus atos de banditismo: Defesa do uso de drogas no campus da Universidade.
Sim! É de pasmar. A causa da luta da futura "elite intelectual" do Brasil, é a defesa de três, me perdoem o palavreado, "Maconheiros".
Para não ficar feio demais, "os maconheiros" querem também que todos aqueles que foram punidos pela universidade no passado, sejam anistiados.
Valha-nos DEUS! Se esse é o futuro que nos espera, provavelmente não temos futuro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um abraço!

Estava lendo uma reportagem na folha de são paulo onde o articulista citava o aumento significativo do uso de "emotions" nas mensagens. Aquelas carinhas engraçadinha e que expressam algo como sorriso, choro, alegria, sofrimento, curiosidade, etc., saltam dos sites de relacionamento para os Iphones e até e-mails, segundo disse.
Comecei a lembrar-me dos encontros que tinhamos há algumas décadas. Nada de virtual. Era tudo pessoal mesmo. "In loco".
Conversavamos sorrindo ou sérios, e depois nos despediamos com abraços, beijos ou apertos de mãos, sempre firmes.
Há alguns anos comecei a reparar que o abraço sumira. Mesmo em encontros "presenciais", as pessoas ao invés de se abraçarem diziam apenas: "Um abraço, heim?"
Estranho, não é? Se está junto e quer abraçar, porque não abraça logo?
Não havia percebido, mas era o início do afastamento.
Concluo isso, após ler a reportagem que citei anteriormente. Agora, nem mandar abraço se manda mais. Manda-se uma carinha que muitas vezes, o outro que recebeu nem sabe o que significa.
Sabia que ( : D), significa grande sorriso?
Pois é, se recebesse isso antes de ler a reportagem, ia ficar sem saber.
Se o interlocutor (espero que todos ou ao menos a maioria saiba o que é interlocutor), me diz: Um sorriso, heim? Eu ia achar graça, mas entenderia. Mas mandar um (: D )?, Vai saber, não é?
Bom, é isso aí. Vamos abraçar e beijar enquanto ainda tem gente que não sabe o que significam essas carinhas. Opsss, Emotions.
Um abraço!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Massacre a sacola plástica

Fonte de calorosas e filosóficas discussões recentes, a sacolinha plástica das compras nos supermerdos que foi outrora, o simbolo da modernidade e da conveniência da vida moderna, é hoje vista como o grande vilão da degradação do meio ambiente.
A sacolinha plástica, pasmem, é a grande responsável pelo aquecimento global, pelas enchentes e desmoronamentos provocados pelas chuvas todo início de novo ano.
É ela provavelmente, a responsável pela inflação, uma vez que encarece o preço dos produtos na venda ao consumidor.
Contudo, inevitável também seria não observar que a querida sacolinha, é a mais nova "vítima" da mediocridade humana.
Organizações Não Governamentais a elegeram como alvo de seus discursos contra a civilização. Políticos de ocasião, a consideram alvo principal de seus discursos inflamados nas camaras municipais por todo o país. Principalmente em ano que antecede eleições.
Basta ir até um lixão qualquer, para ver a quantidade de sacolinhas plásticas que servem como recipientes para descarte de lixo residencial, para se ter uma idéia do volume.
Os supermercados se tornaram os grandes defensores da proibição de uso. Certamente, substituirão esse produto por algum outro que será fornecido "gratuitamente" a população. Já que se preocupam tanto assim com o futuro da humanidade e têm conhecimento que o brasileiro ainda é pobre.
Assim, organizações públicas e privadas, realizam uma verdadeira cruzada contra essa vilã do mundo moderno.
Talvez porque não estejam vendo a quantidade de garrafas PET que flutuam vazias sobre as águas dos rios e enroscam nas barragens. Talvez não estejam vendo a quantidade de dinheiro desviado que deveria ser usado para a educação ambiental do povo que produz efeitos muito melhores quanto a destinação do lixo, ou ainda do poder público que não investe na coleta selectiva e na seleção e reciclagem dessa fonte de "ouro" que é o lixo.
Fato é que, agora temos um culpado: Morte a sacolinha plástica.