segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A hipocrisia contra Belo Monte


É isso mesmo, leitor! Hipocrisia.
Se você, aí na sua casa, despeja os dejetos na rede pública de esgoto (tratado ou não), usa energia elétrica proveniente do sistema urbano de distribuição (e toma banhos quentes demorados), ladrilhou todo o seu terreno (e impermeabilizou o solo) e, está contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, poderia ser questionado pelo Rei Juan Carlos de Espanha: “¿Porque no te Callas?”.
Note que a grande maioria das pessoas que se colocaram contra a construção de Belo Monte, argumentando a proteção ao meio ambiente, a utilização de fontes de energia renováveis, limpas e etc, adotam o discurso político das ONGs (principalmente internacionais), exigindo do governo do nosso país que, tem sim um compromisso com o desenvolvimento, comportamento santificado e diverso daquele que cada um tem dentro do seu âmbito de ação.
Ou seja, se cada um, ao invés de adotar um discurso hipócrita em relação ao que os “demais devem fazer”, adotasse pequenas ações diferentes de seus hábitos diários, talvez a Usina de fato não precisasse ser construída.

Vamos ver, por exemplo: um parque de geração de energia solar que se equipare ao potencial de fornecimento de Belo Monte, seria custoso e inviável pela grande ocupação de área. Contudo, se cada residência adotar a aplicação de painéis de captação da luz solar, integrado a um sistema de armazenamento de energia e, lâmpadas elétricas com tecnologia LED (baixíssimo consumo), evitaríamos o uso da energia gerado pelas "destruidoras" hidrelétricas, com iluminação. E olha que na maioria das construções residenciais brasileiras, quem determinou os locais dos pontos de entrada de luz natural foi o pedreiro ou a dona da casa. Ambos, apesar da boa intenção, geralmente sem a menor preocupação com a economia que se pode fazer. No nosso país, "pouquissimos acreditam que a contratação de um Arquiteto, é mais que frescura".
Outra iniciativa é a colocação em cada residência, de calhas e cisternas para aproveitamento das águas de chuvas, principalmente nos vasos sanitários que consomem horrores. Especialmente esses que possuem “válvula de descarga”. A substituição pelos vasos com caixas integradas que limitam a quantidade de água em cada descarga, também é útil para racionalizar o uso.
Ainda nesse rumo, a utilização das fossas sépticas e biodigestores em substituição á pratica de jogar os dejetos na rede pública de esgoto, também contribui para a proteção do meio ambiente e combate a hipocrisia.
Como se pode ver, “pimenta no olho do outro, é refresco” e, “faço o que eu falo e não faça o que eu faço”, ainda norteiam a vida dos brasileiros e muitos outros indivíduos pelo mundo afora. Principalmente, daqueles que, sem nenhum conhecimento, “tomam pra si o discurso muitas vezes político partidário” corrente na internet, e transformam-no em bandeira social.
Porém, fiquemos com o “lado cheio do copo”, como dizia antigo radialista aqui da terrinha. É muito bom que ao menos o interesse pela preservação do meio ambiente e a busca da sustentabilidade, comecem a fazer parte do pensamento das pessoas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trocando Idéias!

Ah, trocar idéias! Já reparou quantas vezes usamos essa frase para dizer que estamos conversando com alguém?
Sem querer, na grande maioria das vezes, chegamos dar a impressão de que estamos de fato “trocando” nossa forma de pensar, o que infelizmente, não acontece.
Quando trocamos algo com alguém, significa que deixamos alguma coisa que trazíamos conosco e levamos algo que o interlocutor trazia consigo. Veja a feiras de trocas, como funcionam.
Você chega trazendo aquele relógio, celular, móvel ou eletrodoméstico da qual não mais necessita e quer se desfazer.
Anda em meio aos “trocadores” procurando algo que lhe atraia. Subitamente, se depara com algo que lhe interessa uma bicicleta, por exemplo. Iniciam-se as negociações, o discurso enaltecendo os fortes atributos do seu relógio ou celular, estabelecem-se as concessões e, lá está o negócio fechado. Você deixa o relógio e leva embora a bicicleta.
Já com as idéias, não é raro querermos que o outro leve a nossa sem que nos interessemos de fato por aquela que nos é apresentada. Dizemos trocar idéias quando na verdade, estamos num firme propósito de “pintar o mundo” com nossas cores.
Tenho um amigo que costuma dizer: Eu tinha uma idéia de determinada coisa. Discuti o tema com alguém que tinha uma idéia completamente diferente. Agora, tenho duas idéias.
Confesso que é uma forma “impar” de se pensar, e que contribui para o engrandecimento da mente e da razão.
Reflitamos sobre o assunto. Tentemos ser possuidores da maior quantidade de idéias possíveis e não, os detentores da verdade absoluta que, fatalmente será questionada e derrubada no primeiro conflito.

“Res publica x monarchìa”


Em quinze de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, liderou o movimento que resultou na substituição do regime Monarquico (latin: Monarchia = um soberano único) de governamental, para o atual regime Republicano (latin: Res publica = coisa do povo).
Provavelmente, a nobre intenção do Ilustríssimo Marechal, fosse a de seguir a “onda” iniciada na Europa no Século XIX e mesmo a então tradição das ex-colônias e, por fim na única Monarquia Independente constituída em solo americano.
Dessa forma, acabava-se com os mandos e desmandos da dinastia Bragança entregando o país aos seus verdadeiros donos: O Povo.
E não é difícil acreditar nessa versão, uma vez que vencido seu mandato (Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente da jovem república), convocou eleições gerais e entregou seu cargo ao vencedor, Floriano Peixoto.
Floriano Peixoto, apesar da brilhante carreira militar, era formado em ciências físicas e matemática e trabalhou para a consolidação do novo regime.
Passados 122 anos da data que principiou essa longa parte de nossa história, a pergunta que se faz necessária é: Será que os nossos atuais mandatários sabem o significado de república?
Aparentemente, aquilo que se iniciou para ser regido como a coisa pública e não mais de uma única família, uma dinastia, tornou-se a fonte de renda de dezenas ou centenas, senão milhares de indivíduos inescrupulosos que “se servem da coisa pública” ao invés de servi-la.
Talvez por isso, se saíssemos agora às ruas perguntando aos brasileiros, o que se comemora na data de 15 de novembro, poucos saberão que se trata de algo além de mais um dia para o churrasquinho com a família.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sete Bilhões de Habitantes!

Nos últimos tempos, uma pergunta que incomoda parte da humanidade refere-se a quantidade de habitantes que o planeta suporta.
Fala-se que estamos atingindo a quantidade máxima. Próximo ao esgotamento de recursos do Planeta.
Nesta ultima semana, atingimos na terra, a marca de 7 bilhões de habitantes.
É um número considerável de pessoas que precisam respirar, alimentar-se, ingerir água e, que produzem detritos originários da queima desses itens para a manutenção de seus corpos orgânicos.
Contudo, a questão que nos é apresentada, não é nova. Na Europa do século XIX, estudiosos percebendo o avanço das conquistas humanas e a expansão sobre as mais afastadas regiões da terra, faziam-se a mesma pergunta: Qual a capacidade de habitantes que suporta o planeta?
Já em 1802, a terra atingiu seu primeiro bilhão de habitantes e, questionava-se da capacidade em sustentar esse bilhão e uma população que no final do século XIX, chegaria próximo ao segundo bilhão.
Junto com as pesquisas sérias e adicionadas do costumeiro catastrofismo, a humanidade teve no século XIX o início de um período de ciências (resultante do século XVIII – o século das luzes), coroado por toda a tecnologia do século seguinte, o Século XX.
Os homens, apesar da convivência com muito mais indivíduos no mesmo planeta, também desenvolveram novas formas de produção e aproveitamento de recursos que permitiu não só atingir “o bilhão adicional”, mas como acompanhamos nesse 31 de outubro de 2011, o 7º bilhão completo, respirando no planeta.
Ou seja, por mais alarmantes que sejam os “terroristas sociais”, o planeta vai dando conta daqueles que recebe.
A capacidade inventiva e adaptativa do homem, vai oferecendo os resultados e, as respostas sobre “de onde surgirão os recursos”, vão se tornando claras.
Parabéns, ao bebê número 7 bilhões. Parabéns a raça humana.

sábado, 5 de novembro de 2011

Lutar pela causa!

Tenho vivido em um mundo onde acontecem lutas. Em geral, por uma causa. Pode não ser a melhor coisa, mas dá sentido a vida.
Quando adolescente e alguns anos da vida adulta, tinhamos uma barreira quase intransponível para expressão da livre vontade, que era a chamada "ditadura" militar. Precisavamos pensar muito bem no que falavamos, como falavamos e com quem falavamos. Mas, mesmo assim, haviam manifestações. E nós, estudantes, lideravamos e eramos seguidos pela população que, de certa maneira, nos via como a "liderança intelectualizada".
Forçamos a barra e contribuimos de maneira efetiva para que um presidente perdesse o cargo por envolvimento com corrupção. E olha que ao contrário do que muita gente imaginava, o país manteve a estabilidade política e social.
Essa semana, tristemente lemos nos jornais a ocupação da reitoria da USP por alunos que exigiam  que a Polícia Militar saísse do campus da universidade.
Repressão ao direito de livre manifestação política? Defesa de ideais libertários impedidos por governantes ditatoriais? Constrangimentos a luta de classes? Nada! Nada satisfatório ou que ao menos tivesse de fato uma importância para a sociedade.
apenas defesa da própria corporação estudantil. De alguns, certamente. Uma minoria. Mas uma minoria barulhenta que faz os demais "engolirem" seus atos de banditismo: Defesa do uso de drogas no campus da Universidade.
Sim! É de pasmar. A causa da luta da futura "elite intelectual" do Brasil, é a defesa de três, me perdoem o palavreado, "Maconheiros".
Para não ficar feio demais, "os maconheiros" querem também que todos aqueles que foram punidos pela universidade no passado, sejam anistiados.
Valha-nos DEUS! Se esse é o futuro que nos espera, provavelmente não temos futuro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um abraço!

Estava lendo uma reportagem na folha de são paulo onde o articulista citava o aumento significativo do uso de "emotions" nas mensagens. Aquelas carinhas engraçadinha e que expressam algo como sorriso, choro, alegria, sofrimento, curiosidade, etc., saltam dos sites de relacionamento para os Iphones e até e-mails, segundo disse.
Comecei a lembrar-me dos encontros que tinhamos há algumas décadas. Nada de virtual. Era tudo pessoal mesmo. "In loco".
Conversavamos sorrindo ou sérios, e depois nos despediamos com abraços, beijos ou apertos de mãos, sempre firmes.
Há alguns anos comecei a reparar que o abraço sumira. Mesmo em encontros "presenciais", as pessoas ao invés de se abraçarem diziam apenas: "Um abraço, heim?"
Estranho, não é? Se está junto e quer abraçar, porque não abraça logo?
Não havia percebido, mas era o início do afastamento.
Concluo isso, após ler a reportagem que citei anteriormente. Agora, nem mandar abraço se manda mais. Manda-se uma carinha que muitas vezes, o outro que recebeu nem sabe o que significa.
Sabia que ( : D), significa grande sorriso?
Pois é, se recebesse isso antes de ler a reportagem, ia ficar sem saber.
Se o interlocutor (espero que todos ou ao menos a maioria saiba o que é interlocutor), me diz: Um sorriso, heim? Eu ia achar graça, mas entenderia. Mas mandar um (: D )?, Vai saber, não é?
Bom, é isso aí. Vamos abraçar e beijar enquanto ainda tem gente que não sabe o que significam essas carinhas. Opsss, Emotions.
Um abraço!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Massacre a sacola plástica

Fonte de calorosas e filosóficas discussões recentes, a sacolinha plástica das compras nos supermerdos que foi outrora, o simbolo da modernidade e da conveniência da vida moderna, é hoje vista como o grande vilão da degradação do meio ambiente.
A sacolinha plástica, pasmem, é a grande responsável pelo aquecimento global, pelas enchentes e desmoronamentos provocados pelas chuvas todo início de novo ano.
É ela provavelmente, a responsável pela inflação, uma vez que encarece o preço dos produtos na venda ao consumidor.
Contudo, inevitável também seria não observar que a querida sacolinha, é a mais nova "vítima" da mediocridade humana.
Organizações Não Governamentais a elegeram como alvo de seus discursos contra a civilização. Políticos de ocasião, a consideram alvo principal de seus discursos inflamados nas camaras municipais por todo o país. Principalmente em ano que antecede eleições.
Basta ir até um lixão qualquer, para ver a quantidade de sacolinhas plásticas que servem como recipientes para descarte de lixo residencial, para se ter uma idéia do volume.
Os supermercados se tornaram os grandes defensores da proibição de uso. Certamente, substituirão esse produto por algum outro que será fornecido "gratuitamente" a população. Já que se preocupam tanto assim com o futuro da humanidade e têm conhecimento que o brasileiro ainda é pobre.
Assim, organizações públicas e privadas, realizam uma verdadeira cruzada contra essa vilã do mundo moderno.
Talvez porque não estejam vendo a quantidade de garrafas PET que flutuam vazias sobre as águas dos rios e enroscam nas barragens. Talvez não estejam vendo a quantidade de dinheiro desviado que deveria ser usado para a educação ambiental do povo que produz efeitos muito melhores quanto a destinação do lixo, ou ainda do poder público que não investe na coleta selectiva e na seleção e reciclagem dessa fonte de "ouro" que é o lixo.
Fato é que, agora temos um culpado: Morte a sacolinha plástica.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A tal "Divida Social"

Já mencionei em outras ocasioões e ainda não encontrei solução que apaziguasse meu coração: Estou cansado dos desmandos que ocorrem na sociedade brasileira e do "aquartelamento" de grupos de "meliantes" atrás de uma suposta divida social.
A título de manter sobre a proteção do Estado, grupos de pessoas que "supostamente" foram injustiçadas para que o grupo que hoje detém "parcos recursos" como a classe média, conseguidos muitas vezes a duras penas, criou-se a expressão "dívida social".
Significa dizer o seguinte: aqueles que têm algum bem ou um padrão de vida melhorzinho, "devem" aos demais e têm que pagar.
Oras bolas! Não consigo aceitar de forma alguma. Sei que cada um que está em melhores condições, deve trabalhar de maneira firme e persistente para a melhora dos demais. Isso é tão óbvio quanto o nascer do sol a cada dia. É até mesmo, parte filosofica de toda religião no planeta terra. Não discuto.
O que não aceito é ver caminhões de dinheiro público sumindo em obras irrelevantes e projetos mirabolantes onde muitos têm grandes interesses e, de minha parte, continuar a pagar plano de saúde privado, porque o que pago para a previdência vai direto para o ralo. Principalmente, da aposentadoria de gente que nunca trabalhou.
Ter que pagar escola particular para meus filhos e netos, porque meus impostos que custeiam a escola pública provavelmente não chega até as mesmas.
Isso, para mencionar o mínimo.
Se alguém tem uma divida social para com outro, é a sociedade brasileira para com aqueles que sustentam tais desmandos com os recursos públicos.
Eu não quero cota em universidade pública porque penso que isso é privilegio. E não posso aceitar que uma sociedade justa tenha privilégios.
Eu não quero diferença no atendimento público na saúde. Mas tenho o direito de exigir que seja de boa qualidade para todos os brasileiros. Mesmo aqueles que são Deputados ou Senadores e que hoje vão a procura de hospítais nas grandes metrópoles, onde até a classe média nem passa na porta.
Eu quero um novo país que seja melhor. E sem novas regras que sejam cumpridas de fato, não o teremos.
Quero Leis feitas por representantes da sociedade que não queiram estabelecer-se no poder público depois de elabora-las, como aconteceu em 1988 onde a Constituinte se declarou como "Congresso Nacional".
Quero uma nova Constituição, Já!

sábado, 15 de outubro de 2011

Ser professor.....


Sempre busco a formalidade ou a maneira mais culta possível, quando escrevo nesse espaço. Contudo, hoje vou ao menos começar, no linguajar popular. Ao menos para tirar o peso “da caneta”.
Com certeza, não é novidade pra ninguém que professor ganha mal. Começando pelo governo, a remuneração do professor tem sido “esculhambada” ao longo das últimas três décadas. Para sobreviver, ou o “cara” dá “trocentas” aulas por semana e gasta o final de semana preparando aula e corrigindo provas, ou arruma emprego adicional para aumentar os ganhos.
Quanto ao respeito na sala de aula, é fácil observar que hoje em dia “professor boca dura”, apanha rapidinho. Dado a formação “sócio familiar” de parte dos alunos.
No caso do ensino superior de administração, tá um pouco complicado. Ainda encontramos os “idealistas” que desejam um mundo melhor, dando sua contribuição. Contudo, muitos dos companheiros têm se dedicado as suas empresas e diminuído a quantidade de aulas. Principalmente, para que não percam em qualidade. Menos aulas para preparar, menos provas para corrigir, mais tempo no final de semana para estar com a família.
Reclamar não adianta. As Instituições de Ensino Superior têm despejado centenas de bacharéis em administração todos os anos, no mercado. Alguns deles entram para um curso de Mestrado e começam a ensinar também. Uns acabam se tornando bons, outros não. Exatamente como ocorre com os que já estão no mercado do ensino.
Também sempre se encontra a voz da comunidade que diz: “Não tá satisfeito? Vai procurar outro emprego!”. Estão certos. É isso mesmo. Quem não está satisfeito vai atrás de outra coisa.
Porém, há que se considerar que a exemplo de outras profissões, quem faz porque gosta faz bem feito. Quem faz sem gostar, mas faz somente porque é bem remunerado, pode fazer mecanicamente. Ou seja, sem a emoção. Qualquer um de nós pode perceber a diferença em nossos próprios afazeres.
Alguns professores que conheço (aliás, ex-professores), já foram vencidos por esse paradigma. Foram fazer outra coisa. Aposentaram o giz. A eles, dedico os meus sinceros votos de sucesso e parabéns por mais esse dia dos professores.
Nós que ainda ministramos aulas, consideramos estar ensinando aos alunos. Talvez esses amigos, estejam ensinando a sociedade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O meio ambiente e o conflito de gerações

Há algumas coisas que nos chamam a atenção, principalmente naquilo que toca as alterações que o mundo vem sofrendo.
Uma delas, é o conflito de gerações no que diz respeito ao uso e preservação dos recursos ambientais.
Note-se que os países desenvolvidos, também passaram por esse momento. A diferença para o momento atual, é que se colocaram na posição de fiscais do mundo.

Recebi o texto abaixo pela internet e, achei-o bem interessante pois de fato, já ouvi de ambas as partes, vários comentários sobre a destruição dos recursos do planeta. Creio que tudo contribui para que entendamos que a reconstrução e convivência pacífica com a terra, dependo da parceria das gerações e, principalmente, paciência.

veja o texto: (não conheço a autoria)

Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”


O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente. "

- Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

- Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, não tinha gente obesa, estressada, preguiçosa e ninguem  precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade para perder as "gordurinhas" adquiridas com o excesso de facilidades e proteínas.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, aspessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um trilhão de reais!

Hoje, 13 de setembro de 2011, as 11h30 segundo informações da Associação Comercial de São Paulo, os cofres públicos brasileiros completam a arrecadação de R$ 1 trilhão. Segundo informam, 23 dias de antecedência em relação à marca do ano passado.
Excelente número para um país que precisa de investimentos para continuar crescendo e oferecendo melhores condições de vida a seus cidadãos. Melhores escolas, melhores hospitais, melhores condições de mobilidade urbana, etc. Principalmente, as vésperas de dois dos mais importantes eventos desportivos mundiais: Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas.
Essa arrecadação de impostos que em 1994 no início do governo FHC era de aproximadamente 23% do PIB, hoje, após todos os ataques e críticas do ex-presidente Lula, está na casa de 39% do PIB, demonstrando a diferença entre discurso e ação de ambos os governos.
Claro que ninguém espera que o dinheiro dos investimentos caia do céu. Contudo, também não pode ser um peso que nos remeta ao inferno.
Vamos aos fatos: com todo esse volume arrecadado, os investimentos deveriam acontecer de forma maciça em toda a infraestrutura publica, os juros deveriam estar na casa de 5% ao ano e, a inflação controlada.
Contudo, não é bem isso que vem acontecendo. O governo gasta mal. Toda a arrecadação vai direto para o pagamento dos desmandos que vem ocorrendo sistematicamente na política. É a moeda de troca para que o congresso aprove isso ou aquilo que é benéfico a sociedade. Aquele que a deputada aparece recebendo e enfiando na bolsa, no vídeo que ficou popular na internet, é parte desse que nos tiram diariamente.
Não bastasse isso, e lá vem a presidente e seus asseclas com o projeto de ressuscitar a CPMF ou qualquer outro nome que se dê a um suposto imposto específico para a Saúde. Não tem cabimento. Tudo isso embalado por um discurso criado pelo presidente anterior que, no Brasil existem ricos se beneficiando dos pobres e por isso têm que pagar. E por Lei, impedindo que as empresas divulguem o quanto de impostos tem no preço de cada produto.
Essa é a luta da Associação Comercial de São Paulo e deveria ser a luta de todos os administradores ou homens decentes desse país. Esclarecer o público. Mostrar ao cidadão comum o quanto ele paga de impostos.
Somente percebendo que todos pagamos muito e recebemos pouco, teremos um espírito de corpo para lutar por melhor uso desses recursos.
A pergunta é, até quando agüentaremos?

acesse: http://www.impostometro.com.br/

domingo, 11 de setembro de 2011

Onze de Setembro: um marco na história humana

Após dez anos do fatídico onze de setembro de 2001, o mundo tornou-se de fato diferente. Contudo, as mudanças foram no fortalecimento do rigor com o qual os “donos” do mundo impõem sua força de mando sobre os demais.
Aumentaram os controles (e os custos desses controles), para os países mais pobres e fora do circuito mundial, para enviarem seus produtos e visitantes, para os países do hemisfério norte, por exemplo.
Por medo de um terrorismo político, homem barbado, falando inglês arrastado, é candidato a entrevista apartada no departamento de imigração nos aeroportos dos Estados Unidos. Na Europa, mais e mais brasileiros são impedidos de entrar em alguns países, em decorrência do medo do terrorismo social: perda de empregos pela população local.
O que não mudou foi o jeito das potências internacionais tratarem os fatos.
Contudo, após quase dez anos de invasão das tropas americanas ao Afeganistão (outubro de 2001), oito anos da invasão do Iraque por uma ação conjunta de americanos e ingleses (março de 2003) e, assassinato de Osama Bin Laden por fuzileiros americanos no Paquistão (Maio de 2011), há perguntas para as quais ninguém ainda ofereceu resposta: Porque há terrorismo? O que buscam os terroristas? O que fazer para demovê-los desse comportamento?
Com certeza, as respostas passam necessariamente pelas grandes potências que se veriam contrariadas em seus interesses.
Sem desmerecer as vítimas americanas dessa loucura iniciada há dez anos (três mil nos atentados do WTC e seis mil militares mortos em combate), aqueles que acreditam de fato na Paz mundial e na diplomacia internacional como ferramenta de solução de conflitos, devem reverenciar os cerca de cento e quinze mil mortos no Afeganistão e no Iraque, em decorrência da guerra que foi decretada contra as populações desses Estados.
Que o onze de Setembro seja de fato um marco na história humana e não somente, um marco na história de poder de uma potência mundial.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independência ou Morte!


Nesta comemoração da proclamação da independência do país, mais uma vez torna-se necessário a reflexão sobre o tema.
Não sobre a proclamação e o quadro famoso do príncipe sobre seu belo cavalo branco. Nem sobre as recém divulgadas partes da história onde o mesmo príncipe estaria com diarréia aliviando-se atrás de uma moita.
Necessário que se reflita sobre o significado do termo Independência.
Conforme o Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa, independência é a qualidade de independente; liberdade; autonomia. Enquanto independente, é aquele que não depende de ninguém ou de nada; livre; que procede voluntariamente e não está sujeito.
Não é muito difícil observar que dado as necessidades impostas pelos relacionamentos sociais da vida contemporânea, tanto para indivíduos quanto para os Estados, a expressão máxima da independência nos parecerá utópica enquanto inatingível.
Contudo, se por um lado não podemos acreditar em uma total independência em relação a interesses de outros entes, podemos ao menos estipular de maneira segura a quais atos ou interesses aceitaremos a dependência.
Para tanto, é necessário que de fato haja no país, o sentimento de nação, de povo, de busca do benefício comum e generalizado.
Já observamos que é natural ao ser humano, buscar somente seu benefício próprio em detrimento da comunidade. Para minimizar esse ato, torna-se imprescindível que a sociedade estabeleça normas comportamentais para aqueles que representam seus interesses e punições severas para os que não as cumprem. Isso deveria estar expresso em nossa Constituição. A Lei maior que nos conduz de fato a independência.
Assim, não podemos como povo, permitir a existência de uma Lei que não tenha sido originada da base popular, pois não oferece essa característica principal de autodeterminação e busca do desenvolvimento social.
A independência agora, muito mais que o brado do nobre príncipe ou da moitinha amiga que o acolheu, pede-nos uma assembléia constituinte que nos dê de fato uma lei completa a ser seguida e, que se comprometa a não declarar-se como congresso nacional, a exemplo da farsa de 1988 onde os congressistas fizeram uma Lei em seu próprio benefício.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dividir Estados Gigantescos: Porque não?


Sempre que se fala em dividir os gigantescos estados do norte do Brasil, encontra-se primeiramente e imediatamente um contingente enorme de pessoas contrárias.

Os motivos mais evidentes são claro, o inchaço administrativo, o cabide de empregos e as novas oportunidades de corrupção, derivadas da criação de uma nova assembléia legislativa e um novo executivo estadual.

Assim, prendemo-nos em velhos paradigmas da administração publica brasileira e, muitos de nós, nem mesmo aceitamos ouvir as partes contrárias que também tem seus argumentos. Um dos principais, é o tratamento direto desenvolvimentista com que a nova região passará a contar.

Verbas oriundas do governo federal que, hoje infelizmente, centraliza o grande recebimento de impostos nacionais e pouco o repassa a quem de direito. A criação de centenas de novos empregos para o público em geral, não somente da iniciativa pública mas também de todo o investimento privado que se desloca principalmente, para o entorno da nova capital.

Escolas, Hospitais, Aeroportos, Parques Industriais, etc. Organizações que são necessárias a nova unidade federativa e que em geral, são estabelecidas e mantidas pela iniciativa privada.

Contudo, deixamos de lado essa possibilidade apenas acreditando que um novo grupo de deputados, fomentará um novo grupo de corrupção. Sendo que nos bastaria como povo, sermos mais firmes quanto a criação e cumprimento de instrumentos legais que dificultem essas práticas.

Mas, não nos preocupamos com a corrupção, se for os nossos partidários que estão no poder. É como se dissessemos: Nosso ladrão pode, o seu não. É a hipocrisia e a falta de vontade do ser humano que, ao invés de propor soluções coerentes e desenvolvimentistas, prefere se apegar aos velhos postulados da politica da vassalagem medieval.

Sim! Porque não dividir o Estado do Pará em três. O Mato Grosso em cinco. O Amazonas em dez. São Paulo e Minas mesmo, talvez pudessem oferecer muito mais ao Brasil, se não fossem essa imensidão que são na atualidade. Uma nova Capital no norte de Minas Gerais ou, no oeste de São Paulo, provavelmente dariam a essas regiões um impulso "jamais visto na história desse país".

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Saúde x Medicina


Recentemente, escrevi sobre a confusão que se faz, até de maneira intencional, entre Educação e Instrução. Na oportunidade, comentamos sobre a transferência que a sociedade realiza de maneira intencional e voluntária da responsabilidade em educar seus filhos, para aqueles que têm puramente a responsabilidade de instruí-los.
De igual forma, aparentemente se faz o mesmo com a medicina e a saúde. Ou seja, a saúde é o grande complexo envolvendo o bem estar humano. Deve desde mesmo antes do nascimento, ser cuidada de maneira a que se tenha um corpo orgânico e mental sadio, firme, resistente. Pronto enfim para superar todos os percalços que o indivíduo encontrará pela frente.
É uma tarefa que cabe as famílias, ao Estado e, ao próprio indivíduo.
Conhecer sobre comportamentos e atitudes saudáveis, deve também ser aprendido e experimentado. Exercícios físicos regulares, boa alimentação, boa convivência com o ambiente, etc. Além do abandono de vícios como bebidas e fumo.
Já a medicina, é a parte menor, mas não menos importante que, também concorre para a boa saúde. Deve assistir o indivíduo em acompanhamentos regulares, para que esse adie o máximo o momento de adoecer ou, até mesmo, nem adoeça. E quando a doença chega, providenciar as possíveis correções.
Contudo, não é isso que vemos nos hospitais e principalmente nos atendimentos de pronto socorro. Nesses lugares, encontramos o caos. Misturados aos acidentados e as emergências, encontramos aqueles adoecidos das gripes e outros males respiratórios, muitas vezes decorrentes do tabaco, infartados oriundos do sedentarismo, enjoados de fígados e vesículas “baleadas” pelo álcool, dentre tantos outros males.
Ocupamos, a exemplo do que ocorre com a instrução, boa parte do tempo dos profissionais e recursos materiais e financeiros, para “tentar” corrigir problemas que nem deveriam ter acontecido. Simplesmente porque em dado momento, seja lá por quais motivos, deixamos de investir na prevenção e no preparo.
Infelizmente, ao que tudo indica, o Brasil precisa mesmo ser apagado e reescrito. Ou seja, passado a limpo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Educação e Instrução!

Temos visto constantemente manifestações daqueles que consideram a educação como única chance do Brasil lançar-se à uma melhor condição de desenvolvimento, enquanto sociedade civilizada.

Contudo, é de pasmar a má interpretação que, mesmo essas pessoas bem intencionadas, têm sobre o que é educação, relevando-a apenas ao seu aspecto instrucional ou instrutivo.

O professor Raul Teixeira, mestre em educação pela UFRJ, grosso modo, nos apresenta educação como um conjunto de processos de ensinar e aprender que envolvem o indivíduo num contexto de socialização e civilidade. Tão importante, segundo o nobre mestre que, inicia-se de fato, cerca de 20 anos antes do nascimento do indivíduo. Exatamente quando os seus genitores estão sendo educados.
Nota-se então, a educação como um processo social de desenvolvimento contínuo.

Instrução, por seu lado, é a parte componente e importante da educação que, contudo, trata do aprendizado, ou melhor, segundo as modernas teorias pedagógicas, do ensino aprendizado, visto que uma coisa não acontece sem a outra. Refere-se basicamente ao objetivo primário da existência e qualidade das escolas, com todo seu conjunto de recursos materiais, humanos e emocionais.

Durante a instrução, é evidente que se desenvolve também outros aspectos da educação. Contudo, não é essa a essência.

Fato é que, enquanto nós sociedade enganamo-nos acreditando que a escola (ou as escolas) educarão nossos filhos, abrimos mão da responsabilidade que temos diante desses pequenos, de nós mesmos e dos demais indivíduos com quem convivemos.

Cada indivíduo é único, pois traz consigo um cabedal de vivências e experiências que lhe moldam a personalidade. Contudo, a convivência lhe moldará o caráter. Ou seja, o comportamento social. Isso começa, no berço, ou melhor ainda, na concepção, ou acreditando no professor Teixeira, na infância dos pais.

Aí sim, a verdadeira educação. Dessa forma, importante observar que nossas crianças devem ser educadas em todas as oportunidades e não somente na escola. Pais, avós, tios, vizinhos, amigos, igreja, todos temos nossa parcela de responsabilidade.
Mas, será que temos educação suficiente, para sermos exemplo como educadores? Pensemos nisso!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ética: escolha do caminho a seguir


Aparentemente, existe uma grande dificuldade por parte dos indivíduos em definir Ética, uma vez que se confunde o termo, freqüentemente com moral.
Alguns autores chegam mesmo a posicioná-la como “ciência da moral”, sem que expliquem melhor o que entendem por esse conceito. Outros ainda a situam, como o campo maior do qual a moral se deriva.
Contudo, devemos entender que a Ética, trata do padrão de comportamento desenvolvido e aplicado, entre os seres da criação. Comportamento esse que é parametrizado pelos valores morais que cada sociedade tem em todos os períodos de sua história.
Assim, é digno que se diga que, se por um lado, a Moral permanece inalterada ao longo da história da humanidade, por tratar-se da Lei Natural de relacionamento e o homem sim, por seu lado, evolui para o seu entendimento (talvez daí a afirmação de “ciência da moral” ou “conhecimento da moral”), a ética altera-se constantemente, de acordo com o entendimento que o homem tenha da moral e os ajustes de seu comportamento que faz em decorrência desse melhor entendimento.
Ou seja, caminhando juntas, mas com definições diferentes, é sim a Moral o campo máximo da filosofia do qual a Ética deriva como padrão de comportamento humano.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Moral: Lei Natural de relacionamento entre os seres da criação

Moral é o padrão de relacionamento entre os seres da criação. Assim considerando-se, é uma Lei natural, ou seja, uma Lei de Deus e, portanto existe desde sempre sem que tenha se alterado.
Segundo essa Lei, os seres da criação são corresponsáveis entre si, pelo bem estar de cada individualidade e do coletivo e, devem trabalhar para isso com todas as suas forças, sendo esse o princípio básico da criação.
À medida que o homem se desenvolve intelectualmente, passa a ter um melhor entendimento sobre a moral, e compreende os benefícios de melhorar seu relacionamento para com os demais.
Passando esse melhoramento necessariamente pelo auxilio que presta as demais criaturas, é certo que deverá procurar por todas as formas amenizar seus sofrimentos físicos e não físicos, até que não haja mais em seu ambiente de relacionamento, nenhum ser em sofrimento, por menor que seja. Atingindo assim, o ápice do desenvolvimento que lhe é permitido.
Daí entende-se que a Moral é base filosófica de todas as religiões, uma vez que todas, de uma maneira ou outra, tem em sua doutrina a busca do homem por melhorar-se.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

RELACIONAMENTO COM O CLIENTE: como manter o maior número possível de otários presos a arapuca.


É digna de menção a movimentação dos atendentes de empresas de TV por satélite, telefonia e cartão de crédito, quando o cliente que, doravante chamaremos de “otário”, resolve cancelar o serviço.
Todo o alvoroço faz sentido porque, otário que se desliga de uma empresa, que doravante chamaremos de “arapuca”, fatalmente será otário de outra mais esperta. Significa que em algum momento, o pessoal "deu mole" para a concorrência. Sim! Porque otário de verdade, continuará sendo otário. Aqui ou na “China”. Afinal, com a quantidade de serviços “mal” privatizados que temos no Brasil da atualidade, não tem por onde fugir. O otário precisa do serviço e terá que contratá-lo de alguém.
Há até pessoas mal intencionadas que argumentam haver um tipo de cartel onde as arapucas comprometem-se apenas a tratar bem o cliente das outras arapucas. Assim, otário que escapa de uma cai em outra. Garantindo o circulo vicioso.
Mas, tente o otário cancelar o serviço para ver quantos benefícios o atendente da arapuca demonstra para o otário que, ele deixou de receber porque é.... Otário. São descontos, pontos, bônus, créditos, viagens, etc. Apenas para que o otário se sinta mais...... Otário.
Brincadeiras a parte, podemos dizer que todos trabalhamos por um Brasil melhor. E as empresas que se comportam como arapucas compõem a parte podre do país que precisamos eliminar. Ou nunca deixaremos de ser otários.
Afinal, acreditar no que uma empresa que se diz dignamente constituída na ordem e no direito oferece, é parte da civilidade e demonstração de progresso. Portanto, os clientes não estão errados ao acreditar. Mesmo, por vezes, sendo tratados como otários.
Erradas estão às empresas que poderiam oferecer os descontos, pontos, bônus, créditos, viagens, etc., como benefícios aos clientes procurando a sua satisfação, durante o tempo em que ainda são clientes. De maneira voluntária. Sem esperar que o cliente procure por isso. Encantando-o. Mostrando que ele de fato é importante para a empresa.

Errado está o governo que ao não atribuir regras claras e rígidas de relacionamento, permitindo todo tipo de desmando. Mesmo que tenha agências e ouvidorias que resolvam depois, está falhando por deixar acontecer. 

Assim será o Brasil do futuro porque assim é o futuro do mercado.
Quem lutar contra isso está assinando a própria sentença de morte. E digo que algumas dessas mortes serão muito comemoradas pelos “otários”.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mudança dos Tempos: O que estamos legando para o futuro?

Ontem, participava de uma banca examinadora de TC - Trabalho de Conclusão do curso de graduação em Administração de Empresas, de uma das IES - Instituição de Ensino Superior na qual ensino.

As alunas, de forma brilhante, apresentaram o tema relacionado a Gestão do Ensino Médio Técnico e o planejamento do desenvolvimento futuro da cidade.

Como convidado, fui o primeiro a oferecer meus comentários e questionamentos as alunas. Iniciei perguntando aos demais se haviam feito o curso técnico de nível médio.

Interessante notar que aqueles que contam mais que 40 anos, haviam feito esse tipo de formação, enquanto os mais jovens, em sua maioria, reponderam negativamente.

A exposição das alunas havia demonstrado claramente, a grande oferta de vagas de trabalho à aqueles que detem a formação técnica de nível médio. Contudo, os jovens terminam o ensino médio regular e buscam uma graduação superior como "tábua de salvação" de seu futuro profissional.

A própria administração municipal, aparentemente não tem um plano de desenvolvimento que privilegie ramos específicos de formação, visando o desenvolvimento futuro de setores de produção ou tecnologia. No caso de nossa cidade, privilegiam os serviços e o comércio. Entretanto, com cursos oferecidos segundo o interesse das instituições que os mantém, como apurado pelas alunas em seu trabalho, em número de 6 instituições.

Lembro-me de quando terminava a chamada oitava série escolar, lá pela primeira metade da década de 1970 e queria cursar mecânica de automóveis no SENAI. Meu pai, irredutivel dizia: Não! Outro mecânico na familia? De jeito algum. Concordou por fim que eu fizesse Eletrotécnica seguindo meus tios.

A visão do velho era "operário não tem valor, tem que ser doutor". Aliás, visão de muitos naquela época.

Depois, diz o curso superior e segui pela carreira do ensino. Mas meu curso técnico me abriu portas importantes para chegar até aqui.

Necessário é que abandonemos a visão preconceituosa sobre a formação dos jovens para não comprometermos mais ainda o futuro dessa nação.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Trabalho voluntário: oportunidade de sentimento, expressão do amor


Por vezes nos deparamos observando a competência das máquinas que nos cercam. Lembro-me de quando era criança assistindo aos primeiro programas seriados apresentados na TV brasileira, que traziam um mundo de ficção onde robôs autômatos desempenhavam funções maravilhosas auxiliando exploradores de toda espécie. Principalmente, espaciais.

Pensávamos inevitavelmente, como seria o mundo no futuro, repleto dessas máquinas maravilhosas.
Contudo, hoje depois de tantos anos, olhamos a nossa volta e nos deparamos com uma infinidade desses autômatos. Esses robôs que mecanicamente desempenham tarefas diversas muitas vezes sem mesmo nem notar que estão produzindo.

Naquela época, imaginávamos que a independência intelectual e a capacidade de realização, seriam as únicas coisas que diferenciariam no futuro, os homens dessas máquinas. Porém, passados os anos, observamos que a diferença verdadeira se faz no “sentimento” da realização.

Cada vez mais, homens e mulheres dedicam-se a atividades cotidianas por puro mecanismo. Sem o aproveitamento de fato das gratas emoções que nos são possíveis a cada momento, cada encontro, cada desencanto.

Na atividade voluntária, o sentimento, a emoção, a proximidade, não podem faltar. É um encontro que deve ter sua base de constituição no amor. Amor a DEUS, ao próximo e a si mesmo.

Aqueles que a essa tarefa se dedicam com sentimento puro de contribuir, são os verdadeiros trabalhadores da equipe de Jesus. São os construtores do mundo novo, O Reino de Deus na terra.

No trabalho voluntário, não há o lugar para os autômatos, mas sim, para os autônomos. Aqueles que por si mesmos constroem-se a cada dia, a cada relacionamento. Aproveitando as gratas oportunidades que nos são oferecidas nesse planeta de expiação e provas, para seguir os passos do Mestre e, chegando ao final da caminhada afirmar: Eu venci o mundo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Constituinte, Já!


Amigos! Tantos os movimentos que assolaram o país nos últimos 20 anos e talvez o mais importante tenha ficado de fora: Constituinte Já!
O Brasil está caminhando a passos largos para a desestruturação das instituições. É policia que não prende, Judiciário que não condena, Escola que não Ensina, Hospital que não salva, Político que não age. Parece que tudo ultimamente virou apenas caso para se ganhar a próxima eleição. E com isso, as cidades se deterioram e os cidadãos cada vez mais abandonados a própria sorte.
Da maneira que está, não precisamos de um governo. Pois o resultado em poucos anos, deverá ser “nada a ser governado”.
Por falta de Instrução ou por excesso de pseudointelectuais ditos de esquerda, estamos vivendo um momento de extrema crise institucional e comprometedora para o futuro dessa nação. Antigamente, eramos o país do futuro. E agora? O que queremos ser?
Defenda essa bandeira. Constituinte, já!
Mas uma constituinte eleita apenas para formular a Constituição. A ser referendada pelo povo e aplicada ao Congresso e ao Poder executivo.

Não podemos deixar que esse povo continue legislando em causa própria.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Até onde vai nosso Egoísmo?

Você já observou a quantidade de pessoas que usam o termo “só um minutinho”?
É um grande contingente de indivíduos. Contudo, não é somente em número que esse drama se torna assustador. É também, naquilo que representa nas entrelinhas: O Egoísmo!
Quando alguém diz para o outro, “é só por um minutinho”, em geral está aproveitando-se de uma situação que sabe ser ilegal e na maioria das vezes, imoral, e pede a cumplicidade do cidadão que o observa ou até mesmo que deve zelar pelo cumprimento de uma regra.
E se for reprovado com uma resposta do tipo: Não senhor! Nem por um minuto. Provavelmente sairá blasfemando contra o “inoportuno” interlocutor. Em outras situações, poderá até mesmo se tornar agressivo e violento.
É o que se passa com a utilização das vagas reservadas para estacionamento em locais públicos.
Mas e se tivessemos a situação contrária: a ocupação de vagas regulares de estacionamento por objetos ou veículos impróprios? Não ficamos doidos da vida quando em uma quadra de estacionamento difícil, encontramos por exemplo, uma caçamba de entulhos ocupando uma vaga? Ou quando o dono de um estabelecimento coloca uma cadeira para reservar a vaga para si próprio ou para um veículo que lhe trará uma mercadoria?
Todos esses são atos de egoísmo que muitas vezes a Lei não pune e a sociedade não coíbe.
Veja o vídeo e entenda a abordagem crítica inteligente que o autor faz ao caso. Não consegui comprovar a autoria do material mas pode ser encontrado no http://www.youtube.com/watch?v=C50FAN9bYqU 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bairrismo x Globalização: visão ampliada de mundo


Quanto era garoto, nas ruas de terra da Vila Cardia, nesta cidade de Bauru, a população da cidade era constituída por pouquíssimas pessoas que vinham de outras cidades. Muitos de nós éramos filhos ou netos de ferroviários. Estes sim, “estrangeiros”. Tínhamos certas duas coisas: o futebol amador nos dividia e, o Noroeste nos unia.
Mesmo assim, sabíamos que o Norusca era o segundo time da maioria. Pois todos nos declarávamos Palmeirenses, Corintianos, São Paulinos e alguns Santistas.  Era, pois natural, que alguns fossem ao estádio, torcer por seu primeiro time. Contudo, não havia muito a se fazer nos domingos à tarde. Por isso, o estádio lotava independente do clube adversário do Norusca.
Vinha o São Paulo, enchia de corintianos, palmeirenses e santistas para torcer pelo Noroeste. Abafávamos a torcida que vinha de fora e os são paulinos bauruenses que se aventuravam a torcer pelo tricolor.
Os tempos mudaram. A cidadezinha ficou lá atrás na história. Muitas coisas nas lembranças. Pois o mundo mudou. Deixou de ser provinciano. Ao menos as cidades. Pois recebemos em Bauru, grande contingente de pessoas de outras cidades.  Meus cunhados e esposa, por exemplo, em meio a tantos outros, nunca souberam o que é Noroeste. Exceto quando seus clubes de coração recebiam a maquininha vermelha em suas cidades. Não cresceram conosco.
Lamentavelmente, nos últimos dias e, agravado com a queda do Norusca para a A2, apareceram e aumentaram os ataques contra os torcedores do São Paulo que foram ao estádio torcer por seu time de coração. Como se fossem os culpados pela má campanha do Noroeste.
A questão poderia ser invertida: Onde estavam os palmeirenses, corintianos e santistas que historicamente faziam a torcida são paulina se calar?
Mas, creio que sejam somente comentários causados pela emoção e dor do rebaixamento. Se fosse sério, essa visão refletiria provavelmente, aquele mesmo pensamento que discrimina e abomina o diferente e, em muitos casos já chegou a provocar até mortes em nossos estádios. E sabemos que não é disso que se trata.
De qualquer maneira, Vamos lá Noroeste.

“A Saidinha a Progressão continuada” e o marketing de relacionamento


Quando se estuda marketing de relacionamento, verifica-se que a vantagem competitiva é conseguida pelas organizações que no “mapa mental” do cliente, mais agrega valor a sua oferta.
Segundo os autores da área, o resultado do valor agregado é uma equação onde soma-se os benefícios da oferta e subtrai-se os sacrifícios dela decorrente.
Em outras palavras, o cliente pesa em uma balança mental, situações como: tendo o benefício de pagar menos, a demora na entrega é maior. Vale a pena?
E sendo o benefício recebido maior, ele opta por aceitar a oferta.
Analisando o caso em questão e, aplicando sua filosofia as demais ocorrências de nossas vidas onde devemos decidir e assumir os benefícios e prejuízos de nossas escolhas, verificamos mesmo sem que nos aprofundemos muito na situação que, os legisladores e governantes de nosso país parecem desconhecer totalmente esse princípio que, em sua forma mais simples, poderia significar: a cada direito, compete uma obrigação.
Vejam duas situações que nos foram “enfiadas goela abaixo”. O caso da chamada “saidinha” oferecida pelo sistema carcerário para os prisioneiros sentenciados e cumprindo penas em penitenciárias no Estado de São Paulo e, a progressão continuada nas escolas paulistas.
Sei que há juristas e pedagogos que defendem com unhas e dentes esses dois instrumentos “socializantes”. Provavelmente, com maior furor, aqueles que não sofrem diretamente o impacto das ruas ou na salas de aula.
Vejamos, a cada feriado que se aproxima, são colocados nas ruas sem o menor critério – ao menos sem que haja um critério justo - milhares de indivíduos que a sociedade julgou, condenou e sentenciou a permanecerem afastados do convívio com os demais, por serem considerados párias.
Sem que haja nenhum programa interno de recuperação dos indivíduos, pois os mesmos somente são levados as celas, ou sem que se saiba os critérios de avaliação, solta-se o dito para aquém dos muros das cadeias a título de passar alguns dias com a família.
Interessante notar que nessas épocas aumentam os roubos as residencias (aliás, de uns tempos para cá o cidadão comum que tem que dizer a autoridade policial se foi roubo ou assalto. Não é? Uma questão que é de competência de quem estudou para isso, precisa ser de conhecimento da vítima se não quiser tomar um destrato do delegado de plantão: “isso não é assalto, é roubo”. Tenha dó), estupros, assaltos, violência em bares da periferia, etc. Será que tem algum relacionamento com a saidinha?
A progressão continuada é outra situação que merece a consideração da ótica benefício x sacrifício. Qual o sacrifício imposto para aquele que não estudou, não acompanhou, não aprendeu e provavelmente ainda contribuiu para atrapalhar quem se dedicou, ao receber o benefício de ir para a série seguinte? Ou pior ainda: qual o argumento do professor para com aquele que gosta de estudar e o sistema tratou como um imbecil?
A questão: qual o sacrifício exigido ao preso para receber o benefício da saidinha ou ao estudante que progride na série? Nenhum! Ficar preso não é o sacrifício, uma vez que essa foi a pena imposta a ele decorrente de um crime praticado e pelo qual foi julgado e condenado. Quanto ao estudante, não dá nem pra dizer. Talvez o sacrifício tenha sido apenas esperar o tempo passar para ganhar a série seguinte. Ócio remunerado, em ambos os casos. O sacrifício deveria ser algo além disso.
Não sendo assim, o “cliente” em questão – Preso ou Estudante - recebe uma oferta composta somente por valor agregado. Totalmente aceitável. E como todos nós já ouvimos falar: Aquilo pelo qual não se paga, não se dá o devido valor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hipocrisia tem Limite

O texto a seguir não é de minha autoria. Está em  http://www.ricaperrone.com.br/2011/04/hipocrisia-tem-limite/. Contudo, vale a pena conhece-lo. O autor chama a nossa atenção para situações do cotidiano, que podem estar sendo usadas por grupos mal intencionados, com objetivos unicos de conseguir midia e transferir aos demais, uma culpa que necessariamente, eles não tem.            


Hipocrisia tem limite


Eu sei, é bonito defender causas nobres e que estejam na moda. Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”. Mas, convenhamos, sem viadagem… já deu né?
O Cruzeiro ser punido no Voley porque sua torcida chamou o carinha do outro time de “viado” é a piada do século. Pra mim, é claro. Pra muitos é a “lição de moral” do ano.
Qualé a novidade em uma torcida chamar um adversário de viado? Qual foi o jogo, dentre os últimos 9 milhões aqui no Brasil, onde a torcida local não chamou o destaque rival de “viado”?
Onde é que está o processo contra as torcidas que chamaram o Ronaldo de gordo?
Cadê a liga da justiça pra encher o saco quando xingam a mãe do juiz no futebol?
Não tem ONG “Mamães legais” ainda? Cria uma aí, pô! Se dá grana não sei, mas ibope dá.
Vamos separar as coisas e excluir o oportunismo ignorante, que é o pior que tem.
O sujeito que nasce negro ou branco não pode ser discriminado pela cor que tem. Racismo é CRIME, é absurdo e não faz sentido.
O que não tem NADA a ver com o fato de eu virar pros meus amigos negros e chama-los, carinhosamente, de “Negão”. Pois assim o Pelé, rei do futebol, se chama, por exemplo.
Como nunca dei ataque por ser chamado de “gordinho” ou “alemão”.
São termos que, goste você ou não, perderam o tom ofensivo. É absolutamente popular, comum, inofensivo.
Assim como brincar com seu amigo e chama-lo de “viado”, ou hostilizar um rival com o termo. É normal, não quer dizer que “odiamos você por você gostar de meninos”.
Quer dizer: “Você é viado!”, sendo ou não. É uma forma de mexer com o jogo, só.
Ser gay, que no meu conceito é 100% diferente de ser viado, é uma OPÇÃO SEXUAL. Viado é uma “opção pra aparecer”. Assim sendo, é opcional ser gótico, Emo, pagodeiro, roqueiro, palmeirense, flamenguista, etc. Você escolhe o que quer ser e como quer viver. E isso gera grupos que se afastam ou se aproximam de você.
Adoro samba, logo, tenho enorme facilidade em ter amigos sambistas. Não tenho, porém, grandes amigos roqueiros daqueles que andam de preto balançando a cabeça. Sou guitarrofobico?
Porra! São escolhas, e não ofendendo, não menosprezando, é tão direito seu andar de rosa quanto meu andar do outro lado da rua. Qualé?
Você quer ser gay ou amigão da galera? Quer ter direitos ou “mais direitos” que os outros?
Pelo que brigam, afinal?
Porque nunca no esporte ficaram de nhe-nhe-nhe com as ofensas de uma torcida a um jogador e agora vão fazer isso?
Porque ele é gay? E dai? Quem disse que a mãe do juiz não é, de fato, uma puta?
Como fica então as musiquinhas de torcida que ofendem pessoas de outro estado a cada jogo? Puniram alguém por isso?
Fizeram ondinha por isso?
Me lembro que na Vila Belmiro a torcida do Santos meteu faixas tirando sarro do Richarlyson, que jura não ser gay. No outro dia tinha jornal e principalmente moralista babaca na tv dizendo que o “ato homofobico” da torcida….
Que homofobia se ele é homem???????
Homofobico é você, que está chamando ele de gay.  A torcida deu a ele o mesmo tratamento que dá ao destaque do time rival, sempre.
Maior palhaçada esportiva que já vi nos últimos tempos a punição ao Cruzeiro. Ridículo, lamentável e hipocrita.
Eu não sou gay, nunca destratei um gay, não sou homofobico, mas não quero ter um filho gay. Como não quero ter um filho gótico e nem Emo, o que não me torna um “emofobico” ou “Goticofobico” e nem gera centenas de moralistas me enchendo o saco.
Porque? Quem está tendo “tratamento diferenciado” agora?
Sejam gays. A gente aceita. Só não forcem pra ser “exemplo”.
Se querem igualdade, taí. O que querem, agora, é tratamento VIP.
Já nos obrigaram, com razão, a respeitar. Não tentem nos obrigar a gostar.
abs,
RicaPerrone

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Trabalho Voluntário: ampliando nosso mundo e derrubando preconceitos


 
Essa semana, declarações polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), trouxeram a tona novamente a questão do preconceito racial e homofóbico.
 Sem dúvida, é assustador ver e ouvir em um veículo de comunicação, afirmações que soam mal aos ouvidos, principalmente provenientes de alguém que supostamente teria sido eleito a um cargo público para defesa dos interesses dos cidadãos.
Contudo, não nos surpreende que atos desse tipo ainda sejam presentes na sociedade humana. Nem mesmo, os ataques de todos os tipos, inclusive com ofensas pessoais, que agora sofre o deputado em questão.
O preconceito e a discriminação são parte integrante dos grupos sociais, infelizmente.
Os mais evidentes, logicamente, são as que se referem a cor, a preferência sexual e a classe social. Contudo, há outras ações que raramente são vistas como preconceituosas e que via de regra levam a atos discriminatórios. As questões religiosas por exemplo. Não faz muito tempo, um grupo de jogadores do Santos deixou de visitar uma casa que atende crianças, apenas por preconceitos instigados por apelo religioso. Porém, quanto se fala que “tal igreja é um caça níqueis” ou quando se diz que “aqueles outros adoram imagens”, exercitamos nossa visão preconceituosa e discriminadora.
Muitas vezes, dentro de uma mesma congregação, percebemos a discriminação ou o preconceito. A Terceira Epístola de João (destinada à Gaio), já tratava desse assunto que leva a “divisão das casas”.
Não é difícil perceber que tais fatos decorrem da pequenez de nosso mundo. Se o mundo no qual vivemos é pequeno, não há espaço para o diferente. Todo espaço tem que ser ocupado somente por aquilo que nos agrada. Deixamos de aceitar qualquer fato que seja diferente. Assim, não nos damos chance de compreendê-lo, pois procuramos afastá-lo de nossa convivência.
O trabalho voluntário nos permite ampliar os horizontes desse mundo.
O exercício de atividades de forma espontânea, junto a uma comunidade diferente, formada por pessoas que pensam diferente, se comportam diferente, se vestem e até falam diferente, nos ajuda a ampliar o espaço de nosso mundo interior, ocupando-o com uma diversidade de riqueza incomparável que nos ajuda a melhor interpretar a nós mesmos.
Olhamos para o outro, e nos vemos de forma diferente. Projetando-nos no outro, melhoramos nosso entendimento da vida. E assim nos tornamos melhores.
E como disse João, “Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus (III João, 11).

domingo, 27 de março de 2011

Trabalho Voluntário: Disciplina e atenção as regras

Não há como negar que a prática do trabalho voluntário é atualmente a pilastra mais forte que ampara os serviços realizados por nossas instituições.
Com o apoio de dezenas ou até mesmo centenas de voluntários, algumas instituições mantêm várias atividades nas áreas assistenciais e educacionais. Basta visitar os trabalhos nos hospitais, nos albergues e nos núcleos de periferia das cidade de grande e médio portes, para constatar essa verdade.
Contudo, o trabalho voluntário é executado dentro de normas tanto impostas pela legislação trabalhista, quanto pelas existentes em função dos regimentos internos das instituições.
As instituições, principalmente nos serviços voltados a área assistencial, costumam ter regras pré-estabelecidas que devem ser seguidas pelos voluntários. Não basta simplesmente o desejo de contribuir. É necessário que essa contribuição não afronte as iniciativas já existentes, pois, certamente foram devidamente planejadas e executadas.
Certa vez, em nossa casa, recebemos um par de jovens que desejavam ardentemente participar de nossos serviços. Como voluntário é sempre recurso escasso, recebi-as com a maior atenção, mostrei os serviços da casa e expliquei as condições básicas. Entre essas, estava a distribuição de um lanche para cada criança, após as atividades da manhã. Só um lanche? Por quê? Temos essa regra porque não teríamos condições de dar mais que um para cada criança, e também já havíamos percebido em tempos anteriores que, ao receber mais que um lanche, muitas das crianças jogavam os demais pelo meio do caminho. Até que as voluntárias aceitaram bem, apesar de certa desconfiança.
Porém, foi só perceberem que ao final da distribuição do lanche sobravam alguns pães que deveriam ter sido destinados provavelmente as crianças que faltaram as atividades daquele dia, retomaram o assunto.
Expliquei que essa regra de comportamento era vital para o aprendizado daquelas crianças. Fui imediatamente taxado de egoísta, pão-duro e anti Cristão.
Fiquei chateado, mas sabia que aquela era a melhor coisa a fazer. Já havíamos constatado na prática.
Surpresa foi na semana seguinte quando as ditas pararam o carro em frente a casa aproximadamente na hora do lanche e abriram o porta malas lotado de pães. O intuito, distribuir o que fosse necessário para todos os que quisessem.
A princípio estava organizado com algumas crianças formando fila e recebendo sacolinhas de supermercado com 3 ou 4 pães cada. Até que começou a juntar gente e a distribuição saiu do controle. Era gente entrando pela porta traseira do veículo e saindo pela frente. E vice-versa. Com muito custo, nós conseguimos puxá-las para dentro da casa de assistência até que a turba terminasse de pegar o que encontrava. Ambas tremiam dos pés a cabeça. Enquanto tomavam um copo de água com açúcar, falavam diversos impropérios contra aquelas pessoas.
Enganaram-se, ao não considerar que desconheciam as necessidades verdadeiras daquele povo e, pessoas de todas as classes sociais saem de controle em situações de aglomeração.
Esse fato tem seu lado engraçado, mas não é raro. Muitas pessoas, imbuídas principalmente daquele sentimento de irmandade do final de ano, costumam tomar para si certas ações sem consultar as entidades que trabalham o ano todo naquela região e, apesar de saírem bonito na foto, na maioria das vezes acabam por perturbar o trabalho daqueles que ali já executam atividades planejadas.