É isso mesmo, leitor! Hipocrisia.
Se você, aí na sua casa, despeja os dejetos na rede pública de esgoto (tratado ou não), usa energia elétrica proveniente do sistema urbano de distribuição (e toma banhos quentes demorados), ladrilhou todo o seu terreno (e impermeabilizou o solo) e, está contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, poderia ser questionado pelo Rei Juan Carlos de Espanha: “¿Porque no te Callas?”.
Note que a grande maioria das pessoas que se colocaram contra a construção de Belo Monte, argumentando a proteção ao meio ambiente, a utilização de fontes de energia renováveis, limpas e etc, adotam o discurso político das ONGs (principalmente internacionais), exigindo do governo do nosso país que, tem sim um compromisso com o desenvolvimento, comportamento santificado e diverso daquele que cada um tem dentro do seu âmbito de ação.
Ou seja, se cada um, ao invés de adotar um discurso hipócrita em relação ao que os “demais devem fazer”, adotasse pequenas ações diferentes de seus hábitos diários, talvez a Usina de fato não precisasse ser construída.
Vamos ver, por exemplo: um parque de geração de energia solar que se equipare ao potencial de fornecimento de Belo Monte, seria custoso e inviável pela grande ocupação de área. Contudo, se cada residência adotar a aplicação de painéis de captação da luz solar, integrado a um sistema de armazenamento de energia e, lâmpadas elétricas com tecnologia LED (baixíssimo consumo), evitaríamos o uso da energia gerado pelas "destruidoras" hidrelétricas, com iluminação. E olha que na maioria das construções residenciais brasileiras, quem determinou os locais dos pontos de entrada de luz natural foi o pedreiro ou a dona da casa. Ambos, apesar da boa intenção, geralmente sem a menor preocupação com a economia que se pode fazer. No nosso país, "pouquissimos acreditam que a contratação de um Arquiteto, é mais que frescura".
Outra iniciativa é a colocação em cada residência, de calhas e cisternas para aproveitamento das águas de chuvas, principalmente nos vasos sanitários que consomem horrores. Especialmente esses que possuem “válvula de descarga”. A substituição pelos vasos com caixas integradas que limitam a quantidade de água em cada descarga, também é útil para racionalizar o uso.
Ainda nesse rumo, a utilização das fossas sépticas e biodigestores em substituição á pratica de jogar os dejetos na rede pública de esgoto, também contribui para a proteção do meio ambiente e combate a hipocrisia.
Como se pode ver, “pimenta no olho do outro, é refresco” e, “faço o que eu falo e não faça o que eu faço”, ainda norteiam a vida dos brasileiros e muitos outros indivíduos pelo mundo afora. Principalmente, daqueles que, sem nenhum conhecimento, “tomam pra si o discurso muitas vezes político partidário” corrente na internet, e transformam-no em bandeira social.
Porém, fiquemos com o “lado cheio do copo”, como dizia antigo radialista aqui da terrinha. É muito bom que ao menos o interesse pela preservação do meio ambiente e a busca da sustentabilidade, comecem a fazer parte do pensamento das pessoas.























