quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A tal "Divida Social"

Já mencionei em outras ocasioões e ainda não encontrei solução que apaziguasse meu coração: Estou cansado dos desmandos que ocorrem na sociedade brasileira e do "aquartelamento" de grupos de "meliantes" atrás de uma suposta divida social.
A título de manter sobre a proteção do Estado, grupos de pessoas que "supostamente" foram injustiçadas para que o grupo que hoje detém "parcos recursos" como a classe média, conseguidos muitas vezes a duras penas, criou-se a expressão "dívida social".
Significa dizer o seguinte: aqueles que têm algum bem ou um padrão de vida melhorzinho, "devem" aos demais e têm que pagar.
Oras bolas! Não consigo aceitar de forma alguma. Sei que cada um que está em melhores condições, deve trabalhar de maneira firme e persistente para a melhora dos demais. Isso é tão óbvio quanto o nascer do sol a cada dia. É até mesmo, parte filosofica de toda religião no planeta terra. Não discuto.
O que não aceito é ver caminhões de dinheiro público sumindo em obras irrelevantes e projetos mirabolantes onde muitos têm grandes interesses e, de minha parte, continuar a pagar plano de saúde privado, porque o que pago para a previdência vai direto para o ralo. Principalmente, da aposentadoria de gente que nunca trabalhou.
Ter que pagar escola particular para meus filhos e netos, porque meus impostos que custeiam a escola pública provavelmente não chega até as mesmas.
Isso, para mencionar o mínimo.
Se alguém tem uma divida social para com outro, é a sociedade brasileira para com aqueles que sustentam tais desmandos com os recursos públicos.
Eu não quero cota em universidade pública porque penso que isso é privilegio. E não posso aceitar que uma sociedade justa tenha privilégios.
Eu não quero diferença no atendimento público na saúde. Mas tenho o direito de exigir que seja de boa qualidade para todos os brasileiros. Mesmo aqueles que são Deputados ou Senadores e que hoje vão a procura de hospítais nas grandes metrópoles, onde até a classe média nem passa na porta.
Eu quero um novo país que seja melhor. E sem novas regras que sejam cumpridas de fato, não o teremos.
Quero Leis feitas por representantes da sociedade que não queiram estabelecer-se no poder público depois de elabora-las, como aconteceu em 1988 onde a Constituinte se declarou como "Congresso Nacional".
Quero uma nova Constituição, Já!

sábado, 15 de outubro de 2011

Ser professor.....


Sempre busco a formalidade ou a maneira mais culta possível, quando escrevo nesse espaço. Contudo, hoje vou ao menos começar, no linguajar popular. Ao menos para tirar o peso “da caneta”.
Com certeza, não é novidade pra ninguém que professor ganha mal. Começando pelo governo, a remuneração do professor tem sido “esculhambada” ao longo das últimas três décadas. Para sobreviver, ou o “cara” dá “trocentas” aulas por semana e gasta o final de semana preparando aula e corrigindo provas, ou arruma emprego adicional para aumentar os ganhos.
Quanto ao respeito na sala de aula, é fácil observar que hoje em dia “professor boca dura”, apanha rapidinho. Dado a formação “sócio familiar” de parte dos alunos.
No caso do ensino superior de administração, tá um pouco complicado. Ainda encontramos os “idealistas” que desejam um mundo melhor, dando sua contribuição. Contudo, muitos dos companheiros têm se dedicado as suas empresas e diminuído a quantidade de aulas. Principalmente, para que não percam em qualidade. Menos aulas para preparar, menos provas para corrigir, mais tempo no final de semana para estar com a família.
Reclamar não adianta. As Instituições de Ensino Superior têm despejado centenas de bacharéis em administração todos os anos, no mercado. Alguns deles entram para um curso de Mestrado e começam a ensinar também. Uns acabam se tornando bons, outros não. Exatamente como ocorre com os que já estão no mercado do ensino.
Também sempre se encontra a voz da comunidade que diz: “Não tá satisfeito? Vai procurar outro emprego!”. Estão certos. É isso mesmo. Quem não está satisfeito vai atrás de outra coisa.
Porém, há que se considerar que a exemplo de outras profissões, quem faz porque gosta faz bem feito. Quem faz sem gostar, mas faz somente porque é bem remunerado, pode fazer mecanicamente. Ou seja, sem a emoção. Qualquer um de nós pode perceber a diferença em nossos próprios afazeres.
Alguns professores que conheço (aliás, ex-professores), já foram vencidos por esse paradigma. Foram fazer outra coisa. Aposentaram o giz. A eles, dedico os meus sinceros votos de sucesso e parabéns por mais esse dia dos professores.
Nós que ainda ministramos aulas, consideramos estar ensinando aos alunos. Talvez esses amigos, estejam ensinando a sociedade.