Por vezes nos deparamos observando a competência das máquinas que nos cercam. Lembro-me de quando era criança assistindo aos primeiro programas seriados apresentados na TV brasileira, que traziam um mundo de ficção onde robôs autômatos desempenhavam funções maravilhosas auxiliando exploradores de toda espécie. Principalmente, espaciais.
Pensávamos inevitavelmente, como seria o mundo no futuro, repleto dessas máquinas maravilhosas.
Contudo, hoje depois de tantos anos, olhamos a nossa volta e nos deparamos com uma infinidade desses autômatos. Esses robôs que mecanicamente desempenham tarefas diversas muitas vezes sem mesmo nem notar que estão produzindo.
Naquela época, imaginávamos que a independência intelectual e a capacidade de realização, seriam as únicas coisas que diferenciariam no futuro, os homens dessas máquinas. Porém, passados os anos, observamos que a diferença verdadeira se faz no “sentimento” da realização.
Cada vez mais, homens e mulheres dedicam-se a atividades cotidianas por puro mecanismo. Sem o aproveitamento de fato das gratas emoções que nos são possíveis a cada momento, cada encontro, cada desencanto.
Na atividade voluntária, o sentimento, a emoção, a proximidade, não podem faltar. É um encontro que deve ter sua base de constituição no amor. Amor a DEUS, ao próximo e a si mesmo.
Aqueles que a essa tarefa se dedicam com sentimento puro de contribuir, são os verdadeiros trabalhadores da equipe de Jesus. São os construtores do mundo novo, O Reino de Deus na terra.
No trabalho voluntário, não há o lugar para os autômatos, mas sim, para os autônomos. Aqueles que por si mesmos constroem-se a cada dia, a cada relacionamento. Aproveitando as gratas oportunidades que nos são oferecidas nesse planeta de expiação e provas, para seguir os passos do Mestre e, chegando ao final da caminhada afirmar: Eu venci o mundo.

