Um uso racional para as ferrovias subutilizadas nas cidades de porte médio do Estado de São Paulo
Há várias cidades no Brasil que estão aproveitando a existência de ferrovias abandonadas ou subutilizadas, em suas áreas urbanas e, implementando transporte ferroviário de passageiro, com o uso dos chamados VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.
Uma vez que os pares de trilhos já existem, providencia-se a reforma das linhas, a construção de terminais de passageiros e, a readequação das linhas de ônibus circulares para que trabalhem conjuntamente, atendendo toda a extensão urbana.
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Tudo isso com o auxilio de um veículo tracionador parecido com uma locomotiva do metrô e, um ou dois vagões com capacidade para algumas dezenas de passageiros. Um veículo completo, máquina mais vagões, em geral transporta cerca de 400 passageiros, ou o equivalente a oito ônibus circulares.
Sem dúvida, resolve o problema de transporte de muitas cidades de tamanho médio, principalmente as nossas do interior de São Paulo, que cresceram em torno das ferrovias.
O mapa urbano apresentado em primeiro plano nesse artigo, refere-se a cidade de Bauru. Nesta cidade, há 4 malhas férreas centenárias, que eram operadas pela RFFSA e Ferroban. Atualmente, operadas pela ALL – América Latina Logística.
Uma das coisas mais difíceis é ver uma composição ferroviária passando por elas. Só se ouve falar, quando alguma passagem de nível coloca em perigo a vida dos motoristas e pedestres que cruzam as ferrovias em vários pontos da cidade.
Decorrente dessa subutilização e do perigo trava-se discussões sobre as responsabilidades e, vez ou outra aparece um político sugerindo a retirada dos trilhos e a construção de uma grande avenida para desafogar o trânsito da área central. Ou seja, as velhas e estúpidas idéias de sempre de privilegiar o transporte rodoviário do qual o maior expoente é o automóvel.
Será que essas pessoas não pensam na cidade? Com o poder municipal bauruense sendo alinhado ao governo federal, não há ninguém que vá atrás do BNDES para conseguir financiamento para construção de uma malha de VLT e compra de veículos para esse fim?
De duas uma, ou os governantes conhecem o VLT ou não conhecem. Se não conhecem, deveriam ser apresentados a ele. Se conhecem e insistem em remover as linhas férreas da área urbana é porque, ou já verificaram a impossibilidade de aplicação ou têm outros interesses como a valorização imobiliária por exemplo.
De qualquer maneira, seria bom saber o que estão pensando essas pessoas para resolver o problema do trânsito de Bauru na próxima década. Uma vez que parece que o problema dessa década, não foi pensado por ninguém


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