Preocupante noticia, publicada hoje na Folha de São Paulo, informando que a participação do setor industrial brasileiro, na composição do Produto Interno Bruto - PIB, recuou aos níveis de 1956, ano em que o então presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) impulsionou a industrialização no país com seu Plano de Metas que prometia avançar “50 anos em 5”.
Segundo informações do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2011, a indústria de transformação representou 14,6% do PIB. Em 1956, antes do que se pode chamar de industrialização do Brasil, havia sido de 13,8%.
O número atual não quer dizer em nenhuma hipótese que os valores da indústria colhidos hoje, são menores que aqueles de 1956, como citam muitos comentários tendenciosos e mal intencionados de leitores, no site www.folha.com.br. Significa apenas, mas não menos assustador, que a nossa indústria está minguando. Principalmente, se levarmos em consideração que nosso PIB cresceu apenas 2,7% nesse ultimo ano e, que boa parte dos números conseguidos, foram obtidos dos setores primários como agricultura e mineração, que pouco agregam em termos de valor, à nossa economia.
É sabido há pelo menos três décadas, que nos países desenvolvidos, a participação da indústria na composição do PIB tende a diminuir, decorrente do aumento principalmente da participação do Setor de Serviços. No caso brasileiro, essa tendência de certa forma se mantém.
Contudo, resta-nos observar e nos prepararmos para a troca que está sendo feita. No nosso caso particular, decorrente de baixa escolaridade da população, pode ocorrer de estarmos trocando postos de engenheiros ou operadores de máquinas com as ocupações de atendente ou moto taxistas. Sem desmerecer essas duas ocupações das quais também, tanto necessitamos.
“No desenvolvimento econômico e social, não há fatalidade! Somos resultado das nossas decisões”

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