Após dez anos do fatídico onze de setembro de 2001, o mundo tornou-se de fato diferente. Contudo, as mudanças foram no fortalecimento do rigor com o qual os “donos” do mundo impõem sua força de mando sobre os demais.
Aumentaram os controles (e os custos desses controles), para os países mais pobres e fora do circuito mundial, para enviarem seus produtos e visitantes, para os países do hemisfério norte, por exemplo.
Por medo de um terrorismo político, homem barbado, falando inglês arrastado, é candidato a entrevista apartada no departamento de imigração nos aeroportos dos Estados Unidos. Na Europa, mais e mais brasileiros são impedidos de entrar em alguns países, em decorrência do medo do terrorismo social: perda de empregos pela população local.
O que não mudou foi o jeito das potências internacionais tratarem os fatos.
Contudo, após quase dez anos de invasão das tropas americanas ao Afeganistão (outubro de 2001), oito anos da invasão do Iraque por uma ação conjunta de americanos e ingleses (março de 2003) e, assassinato de Osama Bin Laden por fuzileiros americanos no Paquistão (Maio de 2011), há perguntas para as quais ninguém ainda ofereceu resposta: Porque há terrorismo? O que buscam os terroristas? O que fazer para demovê-los desse comportamento?
Com certeza, as respostas passam necessariamente pelas grandes potências que se veriam contrariadas em seus interesses.
Sem desmerecer as vítimas americanas dessa loucura iniciada há dez anos (três mil nos atentados do WTC e seis mil militares mortos em combate), aqueles que acreditam de fato na Paz mundial e na diplomacia internacional como ferramenta de solução de conflitos, devem reverenciar os cerca de cento e quinze mil mortos no Afeganistão e no Iraque, em decorrência da guerra que foi decretada contra as populações desses Estados.
Que o onze de Setembro seja de fato um marco na história humana e não somente, um marco na história de poder de uma potência mundial.

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