Nesta comemoração da proclamação da independência do país, mais uma vez torna-se necessário a reflexão sobre o tema.
Não sobre a proclamação e o quadro famoso do príncipe sobre seu belo cavalo branco. Nem sobre as recém divulgadas partes da história onde o mesmo príncipe estaria com diarréia aliviando-se atrás de uma moita.
Necessário que se reflita sobre o significado do termo Independência.
Conforme o Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa, independência é a qualidade de independente; liberdade; autonomia. Enquanto independente, é aquele que não depende de ninguém ou de nada; livre; que procede voluntariamente e não está sujeito.
Não é muito difícil observar que dado as necessidades impostas pelos relacionamentos sociais da vida contemporânea, tanto para indivíduos quanto para os Estados, a expressão máxima da independência nos parecerá utópica enquanto inatingível.
Contudo, se por um lado não podemos acreditar em uma total independência em relação a interesses de outros entes, podemos ao menos estipular de maneira segura a quais atos ou interesses aceitaremos a dependência.
Para tanto, é necessário que de fato haja no país, o sentimento de nação, de povo, de busca do benefício comum e generalizado.
Já observamos que é natural ao ser humano, buscar somente seu benefício próprio em detrimento da comunidade. Para minimizar esse ato, torna-se imprescindível que a sociedade estabeleça normas comportamentais para aqueles que representam seus interesses e punições severas para os que não as cumprem. Isso deveria estar expresso em nossa Constituição. A Lei maior que nos conduz de fato a independência.
Assim, não podemos como povo, permitir a existência de uma Lei que não tenha sido originada da base popular, pois não oferece essa característica principal de autodeterminação e busca do desenvolvimento social.
A independência agora, muito mais que o brado do nobre príncipe ou da moitinha amiga que o acolheu, pede-nos uma assembléia constituinte que nos dê de fato uma lei completa a ser seguida e, que se comprometa a não declarar-se como congresso nacional, a exemplo da farsa de 1988 onde os congressistas fizeram uma Lei em seu próprio benefício.

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