Recentemente, escrevi sobre a confusão que se faz, até de maneira intencional, entre Educação e Instrução. Na oportunidade, comentamos sobre a transferência que a sociedade realiza de maneira intencional e voluntária da responsabilidade em educar seus filhos, para aqueles que têm puramente a responsabilidade de instruí-los.
De igual forma, aparentemente se faz o mesmo com a medicina e a saúde. Ou seja, a saúde é o grande complexo envolvendo o bem estar humano. Deve desde mesmo antes do nascimento, ser cuidada de maneira a que se tenha um corpo orgânico e mental sadio, firme, resistente. Pronto enfim para superar todos os percalços que o indivíduo encontrará pela frente.
É uma tarefa que cabe as famílias, ao Estado e, ao próprio indivíduo.
Conhecer sobre comportamentos e atitudes saudáveis, deve também ser aprendido e experimentado. Exercícios físicos regulares, boa alimentação, boa convivência com o ambiente, etc. Além do abandono de vícios como bebidas e fumo.
Já a medicina, é a parte menor, mas não menos importante que, também concorre para a boa saúde. Deve assistir o indivíduo em acompanhamentos regulares, para que esse adie o máximo o momento de adoecer ou, até mesmo, nem adoeça. E quando a doença chega, providenciar as possíveis correções.
Contudo, não é isso que vemos nos hospitais e principalmente nos atendimentos de pronto socorro. Nesses lugares, encontramos o caos. Misturados aos acidentados e as emergências, encontramos aqueles adoecidos das gripes e outros males respiratórios, muitas vezes decorrentes do tabaco, infartados oriundos do sedentarismo, enjoados de fígados e vesículas “baleadas” pelo álcool, dentre tantos outros males.
Ocupamos, a exemplo do que ocorre com a instrução, boa parte do tempo dos profissionais e recursos materiais e financeiros, para “tentar” corrigir problemas que nem deveriam ter acontecido. Simplesmente porque em dado momento, seja lá por quais motivos, deixamos de investir na prevenção e no preparo.
Infelizmente, ao que tudo indica, o Brasil precisa mesmo ser apagado e reescrito. Ou seja, passado a limpo.

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