Temos visto constantemente manifestações daqueles que consideram a educação como única chance do Brasil lançar-se à uma melhor condição de desenvolvimento, enquanto sociedade civilizada.
Contudo, é de pasmar a má interpretação que, mesmo essas pessoas bem intencionadas, têm sobre o que é educação, relevando-a apenas ao seu aspecto instrucional ou instrutivo.
O professor Raul Teixeira, mestre em educação pela UFRJ, grosso modo, nos apresenta educação como um conjunto de processos de ensinar e aprender que envolvem o indivíduo num contexto de socialização e civilidade. Tão importante, segundo o nobre mestre que, inicia-se de fato, cerca de 20 anos antes do nascimento do indivíduo. Exatamente quando os seus genitores estão sendo educados.
Nota-se então, a educação como um processo social de desenvolvimento contínuo.
Instrução, por seu lado, é a parte componente e importante da educação que, contudo, trata do aprendizado, ou melhor, segundo as modernas teorias pedagógicas, do ensino aprendizado, visto que uma coisa não acontece sem a outra. Refere-se basicamente ao objetivo primário da existência e qualidade das escolas, com todo seu conjunto de recursos materiais, humanos e emocionais.
Durante a instrução, é evidente que se desenvolve também outros aspectos da educação. Contudo, não é essa a essência.
Fato é que, enquanto nós sociedade enganamo-nos acreditando que a escola (ou as escolas) educarão nossos filhos, abrimos mão da responsabilidade que temos diante desses pequenos, de nós mesmos e dos demais indivíduos com quem convivemos.
Cada indivíduo é único, pois traz consigo um cabedal de vivências e experiências que lhe moldam a personalidade. Contudo, a convivência lhe moldará o caráter. Ou seja, o comportamento social. Isso começa, no berço, ou melhor ainda, na concepção, ou acreditando no professor Teixeira, na infância dos pais.
Aí sim, a verdadeira educação. Dessa forma, importante observar que nossas crianças devem ser educadas em todas as oportunidades e não somente na escola. Pais, avós, tios, vizinhos, amigos, igreja, todos temos nossa parcela de responsabilidade.
Mas, será que temos educação suficiente, para sermos exemplo como educadores? Pensemos nisso!

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