quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dividir Estados Gigantescos: Porque não?


Sempre que se fala em dividir os gigantescos estados do norte do Brasil, encontra-se primeiramente e imediatamente um contingente enorme de pessoas contrárias.

Os motivos mais evidentes são claro, o inchaço administrativo, o cabide de empregos e as novas oportunidades de corrupção, derivadas da criação de uma nova assembléia legislativa e um novo executivo estadual.

Assim, prendemo-nos em velhos paradigmas da administração publica brasileira e, muitos de nós, nem mesmo aceitamos ouvir as partes contrárias que também tem seus argumentos. Um dos principais, é o tratamento direto desenvolvimentista com que a nova região passará a contar.

Verbas oriundas do governo federal que, hoje infelizmente, centraliza o grande recebimento de impostos nacionais e pouco o repassa a quem de direito. A criação de centenas de novos empregos para o público em geral, não somente da iniciativa pública mas também de todo o investimento privado que se desloca principalmente, para o entorno da nova capital.

Escolas, Hospitais, Aeroportos, Parques Industriais, etc. Organizações que são necessárias a nova unidade federativa e que em geral, são estabelecidas e mantidas pela iniciativa privada.

Contudo, deixamos de lado essa possibilidade apenas acreditando que um novo grupo de deputados, fomentará um novo grupo de corrupção. Sendo que nos bastaria como povo, sermos mais firmes quanto a criação e cumprimento de instrumentos legais que dificultem essas práticas.

Mas, não nos preocupamos com a corrupção, se for os nossos partidários que estão no poder. É como se dissessemos: Nosso ladrão pode, o seu não. É a hipocrisia e a falta de vontade do ser humano que, ao invés de propor soluções coerentes e desenvolvimentistas, prefere se apegar aos velhos postulados da politica da vassalagem medieval.

Sim! Porque não dividir o Estado do Pará em três. O Mato Grosso em cinco. O Amazonas em dez. São Paulo e Minas mesmo, talvez pudessem oferecer muito mais ao Brasil, se não fossem essa imensidão que são na atualidade. Uma nova Capital no norte de Minas Gerais ou, no oeste de São Paulo, provavelmente dariam a essas regiões um impulso "jamais visto na história desse país".

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