sexta-feira, 1 de abril de 2011

Trabalho Voluntário: ampliando nosso mundo e derrubando preconceitos


 
Essa semana, declarações polêmicas do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), trouxeram a tona novamente a questão do preconceito racial e homofóbico.
 Sem dúvida, é assustador ver e ouvir em um veículo de comunicação, afirmações que soam mal aos ouvidos, principalmente provenientes de alguém que supostamente teria sido eleito a um cargo público para defesa dos interesses dos cidadãos.
Contudo, não nos surpreende que atos desse tipo ainda sejam presentes na sociedade humana. Nem mesmo, os ataques de todos os tipos, inclusive com ofensas pessoais, que agora sofre o deputado em questão.
O preconceito e a discriminação são parte integrante dos grupos sociais, infelizmente.
Os mais evidentes, logicamente, são as que se referem a cor, a preferência sexual e a classe social. Contudo, há outras ações que raramente são vistas como preconceituosas e que via de regra levam a atos discriminatórios. As questões religiosas por exemplo. Não faz muito tempo, um grupo de jogadores do Santos deixou de visitar uma casa que atende crianças, apenas por preconceitos instigados por apelo religioso. Porém, quanto se fala que “tal igreja é um caça níqueis” ou quando se diz que “aqueles outros adoram imagens”, exercitamos nossa visão preconceituosa e discriminadora.
Muitas vezes, dentro de uma mesma congregação, percebemos a discriminação ou o preconceito. A Terceira Epístola de João (destinada à Gaio), já tratava desse assunto que leva a “divisão das casas”.
Não é difícil perceber que tais fatos decorrem da pequenez de nosso mundo. Se o mundo no qual vivemos é pequeno, não há espaço para o diferente. Todo espaço tem que ser ocupado somente por aquilo que nos agrada. Deixamos de aceitar qualquer fato que seja diferente. Assim, não nos damos chance de compreendê-lo, pois procuramos afastá-lo de nossa convivência.
O trabalho voluntário nos permite ampliar os horizontes desse mundo.
O exercício de atividades de forma espontânea, junto a uma comunidade diferente, formada por pessoas que pensam diferente, se comportam diferente, se vestem e até falam diferente, nos ajuda a ampliar o espaço de nosso mundo interior, ocupando-o com uma diversidade de riqueza incomparável que nos ajuda a melhor interpretar a nós mesmos.
Olhamos para o outro, e nos vemos de forma diferente. Projetando-nos no outro, melhoramos nosso entendimento da vida. E assim nos tornamos melhores.
E como disse João, “Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus (III João, 11).

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