Cada vez mais, notamos a ausência de representantes das classes empresariais no meio político.
A política está aparentemente sendo relegada às velhas raposas de sempre. Porém, essas raposas parecem renovar-se na idade. Pois muitos jovens, atualmente, ao cursarem a universidade já o fazem com o intuito de desenvolver carreira na política.
Seria ótimo caso esses jovens se armassem das Leis e modelos de gestão, para levarem consigo algo de bom e inovador ao cargo publico ao qual possam ser eleitos e, conduzir de fato e dentro das normas de Moral e Ética, as mudanças que a sociedade solicita.
Contudo, conversando com muitos desses, sobre qual seria sua postura e como seria sua atuação após eleitos, percebemos tristemente que sua intenção é participar do poder e receber para si aquilo que puderem, independentemente dos resultados para os demais indivíduos.
Daí, percebermos também que muitos deixam suas carreiras fracassadas em outros campos de atividade, e lançarem-se as eleições, aproveitando-se dos recursos midiáticos que tiveram em passado no qual foram verdadeiras estrelas públicas. É o caso de ex-jogadores de futebol, ex-lutadores de boxe, ex-comediantes, ex-jornalistas, e outros ex-alguma coisa.
Com isso, torna-se cada vez mais evidente nesse meio, a retórica de que administrar o público é diferente de administrar o privado, sucesso empresarial não é garantia de sucesso como administrador da coisa pública etc. Afinal, já pensaram o medo que dá se um empresário administrador chegasse ao poder publico e realmente mudasse as coisas?
Fatalmente essa corja que se instala nos cargos em todas as esferas de governo estaria ameaçada. Daí, os ataques pessoais muitas vezes imorais com que a “velha” politicagem ataca os novos candidatos que não compactuam com seus interesses ou que têm chance de demonstrar que podem fazer melhor.
Esse problema não é exclusivo do Brasil ou dos brasileiros. O problema exclusivo nosso é, até quando permitiremos que isso continue acontecendo? Até quando manteremos nesses importantes postos, aqueles que historicamente se colocaram a favor do povo no discurso e a favor de si mesmos na prática?

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