No site da Folha de São Paulo, de hoje (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/886188-com-bicicletadas-ativistas-declaram-guerra-aos-monstroristas.shtml), interessante matéria cujo título “Com bicicletadas, ativistas declaram guerra aos monstroristas”, mostra a que ponto chegamos no confronto diário nesse país.
Um grupo de ciclistas cansados de atropelamentos e outras situações de perigo vividas no transito, faz justamente o contrario do que necessitamos para melhorar o caos que vivemos nas ruas: Declaram guerra.
Deveriam declarar a Paz! Convidar os motoristas a maior respeito às regras de trânsito. Exigir punição aos infratores. Enfim, procurar resolver e não aumentar o problema.
Declarar guerra, dando bicicletadas nos veículos, apenas acende a ira do opositor, podendo sim transformá-lo em arma assassina. Imagine se o motorista resolver dar uma “carrada” no ciclista. Quem sairá na pior?
Não estamos nos dando conta de que, com o desenvolvimento econômico de nosso país e o crescimento das cidades, mais e mais pessoas passam a se locomover em longas e médias distâncias sem que haja políticas publicas privilegiando o transporte. Nem transporte coletivo de massa, nem transporte individual que não seja automotor.
Amigo de trabalho vai todos os dias para o escritório em sua bicicleta. Vive tomando fechadas. É muito corajoso, em minha opinião. Eu gostaria de ter essa coragem. Mas não consigo pensar em andar de Bike nessas ruas cheias de carros, ônibus, caminhões, motos e buracos.
A “guerra” começa a se estabelecer debaixo de nossos narizes e provavelmente, não terá um fim muito adequado, se não houver mudança geral de comportamento.

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